O novo modelo de bastão conhecido como “torpedo” tem gerado debates acalorados no mundo do beisebol, dividindo opiniões entre jogadores, técnicos e torcedores. Com formato semelhante a um pino de boliche e maior concentração de massa na extremidade, o equipamento promete oferecer aos rebatedores uma chance maior de acertar a bola com mais potência. No entanto, nem todos estão convencidos de sua real eficácia.
O New York Yankees parece ter adotado de vez o bastão torpedo. A equipe entrou em campo nesta quinta-feira liderando a liga em home runs, com impressionantes 19 rebatidas para fora do campo na temporada. Esse sucesso ofensivo tem gerado desconforto em outras franquias, especialmente entre os rivais mais tradicionais da equipe nova-iorquina.
Apesar da empolgação nos bastidores dos Yankees, outros jogadores demonstram mais cautela ao comentar o assunto. É o caso de Alex Bregman, terceira base do Boston Red Sox, que testou o bastão torpedo durante o jogo de quarta-feira contra o Baltimore Orioles. Ao contrário da euforia observada em Nova York, Bregman tratou o tema com naturalidade e sem exageros.
“Para ser sincero, eu não acho que seja o bastão”, afirmou Bregman a jornalistas, conforme publicado pelo The Boston Globe. “Não é como se qualquer um que usasse isso fosse sair por aí batendo home run. O que importa mesmo é o jogador.”
A declaração de Bregman vai na contramão da euforia de alguns atletas, mas faz sentido ao observarmos os dados. Dos 19 home runs dos Yankees até agora, quatro foram de Aaron Judge — que, curiosamente, não utiliza o bastão torpedo. Isso reforça a ideia de que o talento do rebatedor continua sendo o fator mais determinante no desempenho ofensivo, independentemente do tipo de equipamento utilizado.
Embora o bastão torpedo esteja em alta, especialmente entre jogadores em busca de vantagem técnica, muitos ainda enxergam a novidade com ceticismo. No fim das contas, como demonstra a fala de Bregman, o essencial continua sendo a habilidade individual e a experiência no bastão.
Com a temporada ainda no início, é provável que o debate sobre a eficácia e a legitimidade do bastão torpedo continue ganhando força. No entanto, ao menos por enquanto, o esporte parece seguir a máxima de que são os atletas — e não os acessórios — que definem o sucesso no jogo.