Não há nada melhor para um time do que o retorno inesperado de uma estrela à escalação, e a noite de quinta-feira reservou boas surpresas para ambos os lados. Pelo Pittsburgh Penguins, Erik Karlsson, que há nove dias tinha previsão de ficar fora por duas semanas, voltou ao gelo. No gol, a responsabilidade ficou com Arturs Silovs. O Edmonton Oilers também teve seu reforço de peso: Leon Draisaitl retornou da Alemanha a tempo para o jogo após tratar de assuntos familiares. O cenário estava montado para um duelo intenso, marcado também pelo reencontro do goleiro Tristan Jarry com sua antiga equipe pela segunda vez. O resultado final, uma vitória elástica por 6 a 2 para os Penguins, foi um atestado da força ofensiva de Pittsburgh.
Um início avassalador
Os Penguins não perderam tempo e atacaram cedo. Anthony Mantha escapou da defesa e, após receber um passe primoroso de Justin Brazeau, tocou o disco por cima de Tristan Jarry. Houve uma pausa dramática enquanto o Edmonton considerava desafiar a jogada por impedimento, pedindo tempo para analisar o lance com calma. Decidiram não contestar, e o gol foi confirmado. Apenas 22 segundos depois, o pesadelo de Jarry continuou. Mantha novamente infiltrou-se por trás da defesa, desta vez na zona neutra, recebendo outro passe de Brazeau para uma escapada livre. A tentativa de defesa de Jarry, jogando-se de barriga no gelo, foi inútil, e o placar subiu para 2 a 0.
Os Oilers pareciam atordoados, e o golpe de misericórdia no período veio apenas 15 segundos mais tarde. Ryan Shea arremessou o disco em direção ao gol e Sidney Crosby, surgindo como um fantasma no meio do gelo, desviou para a rede. Foram três gols em um intervalo de apenas 37 segundos. Jarry parecia completamente perdido. A sorte também parecia ter mudado de lado quando Connor Dewar acertou a trave, salvando o goleiro de mais um vexame. Do outro lado, Silovs fazia sua parte com boas defesas. O período terminou com Pittsburgh vencendo por 3 a 0, apesar de ter sido superado em finalizações por 13 a 9, um roteiro estranho, mas eletrizante.
Reação e controle do jogo
O segundo período trouxe mais ação, começando com Connor McDavid sendo penalizado por acertar o taco de Karlsson. Curiosamente, foram os Oilers que marcaram em desvantagem numérica, com Jake Walman disparando em um contra-ataque para diminuir o placar para 3 a 1. Contudo, a resposta dos Penguins foi técnica e precisa. Durante uma penalidade retardada contra o Edmonton, Pittsburgh trabalhou com seis patinadores na linha. Evgeni Malkin fez um passe espetacular de trás do gol, atravessando três marcadores para encontrar Rickard Rakell. O atacante teve calma, mediu o chute e disparou um wrister indefensável, ampliando para 4 a 1. O gol anulou a penalidade que seria marcada, mascarando estatisticamente as dificuldades do power play da equipe, mas garantindo o controle da partida.
O trabalho de Kyle Dubas começa a dar frutos
Essa vitória contundente sobre os Oilers, somada ao triunfo de 4 a 1 sobre o Calgary Flames na noite anterior, solidifica o excelente momento da equipe. Contra Calgary, foi uma vitória “operária”, conquistada sem os dois principais defensores, Karlsson e Kris Letang. Ganhar esses dois pontos, especialmente considerando os desfalques e a qualidade do adversário, foi crucial antes do desafio contra o Edmonton na segunda metade de jogos em dias consecutivos.
Com o resultado, os Penguins se estabelecem na segunda colocação da Divisão Metropolitana ao atingirem a marca de 50 jogos na temporada 2025-26. Já não se trata de uma amostra pequena. Com mais da metade da temporada concluída, o time não apenas acumula pontos como um candidato aos playoffs, mas joga como tal. A equipe figura no top 10 da NHL em porcentagem de pontos e lidera estatísticas avançadas, como a parcela de gols esperados (expected goals) e chances de alta periculosidade. Nos últimos 30 jogos, a defesa também evoluiu drasticamente na supressão de chutes e chances de gol adversárias.
Estratégia de gestão e olhar para o futuro
Vários fatores explicam essa ascensão. Sidney Crosby e Evgeni Malkin continuam jogando em alto nível, o que muda qualquer prognóstico, e o técnico Dan Muse trouxe uma nova energia ao vestiário. No entanto, o gerente geral Kyle Dubas merece destaque pela montagem do elenco. Quando assumiu, a situação não era favorável: um time com poucas promessas na base e um armário vazio de escolhas de draft.
Dubas tem operado uma transformação inteligente desde o início da temporada 2024-25. Ele utilizou o espaço no teto salarial para absorver contratos ruins em troca de capital de draft, uma estratégia que agora paga dividendos. O time adquiriu escolhas ao assumir os contratos de Kevin Hayes (St. Louis), Cody Glass (Nashville) e Matt Dumba. Mais do que apenas acumular escolhas, Dubas soube usá-las como moeda de troca.
Recentemente, parte desse capital foi convertido na chegada do atacante Egor Chinakhov, trocado por escolhas futuras. Jovem e talentoso, Chinakhov teve um ótimo início em Pittsburgh. Mesmo após essa movimentação, os Penguins ainda possuem múltiplas escolhas de segunda e terceira rodadas nos próximos três recrutamentos. Nenhuma dessas jogadas, isoladamente, parece revolucionária, mas o somatório dessas pequenas vitórias administrativas construiu um time competitivo hoje, mantendo a flexibilidade financeira e um futuro promissor para a franquia.
Pinguins massacram Oilers em noite de reencontros e confirmam boa fase da gestão Dubas
Do fundo do mar à nostalgia dos anos 80: a durabilidade e o estilo no ecossistema iPhone
Identidade digital e novas diretrizes de segurança em mensageiros
Ampliação da lista de dispositivos compatíveis
Mercado Livre ajusta preços do Meli+ e anuncia expansão massiva de vagas no Brasil
OpenAI consolida aliança com Microsoft e mira expansão agressiva na Índia
A Estratégia Dupla da Microsoft: Os Desafios da Nuvem e o Futuro Híbrido do Xbox
Finais do Grand Chess Tour Vão Para o Rápido e Blitz; SLU Inicia Defesa de Título com Vitória
Novidades no Windows 11 e Como Integrar o Samsung Notes ao seu PC