21 de July de 2019

Dirigente da Acim participa do lançamento Pronatec na Micro

Mercado de trabalho

Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos
Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos

O presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília), e vice presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Libânio Victor Nunes de Oliveira, participou esta semana em Brasília, do lançamento do “Pronatec Aprendiz na Micro e Pequena Empresa”, com a presença da presidente Dilma Rousseff. Este programa oferece aos jovens em vulnerabilidade social a oportunidades de iniciação no mercado de trabalho e acesso à qualificação profissional. “Mais uma ação do empresariado brasileiro em favor do Brasil, numa iniciativa do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. Esta nova modalidade do programa é uma ação importante para evitar que esses jovens sejam cooptados pelo crime”, reforçou o mariliense.

Com 15 mil vagas disponibilizadas na primeira etapa, o programa atenderá jovens em 81 municípios, selecionados de acordo com a classificação no Mapa da Violência. O foco principal são adolescentes entre 14 e 18 anos matriculados na rede pública de ensino, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social, em abrigos, resgatados do trabalho infantil, adolescentes egressos do cumprimento de medidas socioeducativas e pessoas com deficiência.

Com acesso à capacitação técnica e oportunidade de inserção no mercado de trabalho, com um contrato de dois anos, o aprendiz cursará 400 horas de aulas teóricas na escola. A experiência será registrada na Carteira de Trabalho e será garantida a cobertura da Previdência Social. Segundo Libânio Victor Nunes de Oliveira a proposta da redução da maioridade penal colocará o jovem na cadeia. “Nós temos que evitar que ele chegue a ser um infrator, e isso através de uma oportunidade no mercado de trabalho”, explicou.

Pelo que pôde perceber no lançamento, o presidente da Acim disse que uma das principais motivações do governo, ao criar a nova modalidade do programa, foi justamente dar oportunidade a jovens em situação de vulnerabilidade social, que estão “na zona de risco” de violência. “São jovens de família de baixa renda, que estão na escola pública e ameaçados pela estrutura da violência, do crime organizado dentro dessas cidades”, falou.  Ele esclareceu também em que o aprendizado se diferencia do trabalho. “O aprendizado não é simplesmente contratar um jovem e jogar ele na empresa. Ele está ali, convivendo na empresa, tendo o aprendizado e é acompanhado de forma didática”, explicou.

O empresário interessado em fazer parte do programa deve procurar o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Ministério do Desenvolvimento Social e inscrever-se. Os jovens também devem ir ao Cras mais próximo, onde terão acesso à lista dos cursos técnicos, que serão ofertados pela Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, pelas escolas técnicas estaduais e municipais e pelos integrantes do Sistema “S” e custeados pelo governo federal. “São três benefíciados pelo programa: o contratante, no caso o empresário; o contratado, que é o aprendiz; e a instituição que vai dar assistência ao estágio”, explicou Libânio Victor Nunes de Oliveira.

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