20 de September de 2019

Prefeitura ignora papel fiscalizador do Legislativo, afirmam os vereadores Coraíni e Damasceno

Vereador Mario Coraini Junior (PTB). Foto: Camar.
Vereador Mario Coraíni Junior (PTB). Foto: Camar.

A Sessão da Câmara dos Vereadores de Marilia do dia 30 contou com 60 Indicações, que é um instrumento legislativo pelo qual o vereador recebe uma reclamação popular e provoca outro órgão público à tomar providências sobre um problema de sua responsabilidade.

Destas, a maioria das reclamações, 25, foram para pedidos de operação tapa buracos, ou seja, 42%; 12 foram pedidos de melhoria na sinalização das vias; 16 pedidos de melhorias na conservação da cidade; 3 solicitação ao Daem; e 6 solicitações de melhoria da iluminação pública.

Entre os Requerimentos que independem de discussão e votação, foram 2 votos de pesar. Entre os Requerimentos que independem de discussão, mas estão sujeitos à votação, foram 20 congratulações.

Já entre os Requerimentos que dependem de discussões e votação, a sessão foi marcada pelas posições dos vereadores oposicionistas, Mário Coraíni Junior (PTB) e Wilson Damasceno (PSDB). Coraíni ocupou a tribuna para dizer que vai entrar com ação no Ministério Público caso os seus requerimentos continuem sendo ignorados pela Prefeitura. O vereador já fez vários requerimentos, e de forma reiteradas, solicitando documentos sobre gastos da Prefeitura, como o gasto de R$ 6 milhões em cestas básicas após a implantação do vale alimentação, despesas com propaganda municipal e ainda os recolhimentos previdenciários dos servidores. Ele afirmou que o Poder Legislativo de Marília esta sofrendo do descaso da Prefeitura.

Na mesma linha de que a Prefeitura ignora o papel fiscalizador dos vereadores, Damasceno referiu-se ao Requerimento 2171-15 e alegou que o poder executivo não responde aos seus requerimentos de forma completa. Ele insiste em querer saber o destino de R$ 1.250.000,00, que deveriam ser gastos na sinalização de Marília. Damasceno também quer saber quais veículos de comunicação recebem os repasses da Sotaque, empresa que faz a propaganda municipal.

Já o vereador Cícero do Ceasa (PV) destacou negativamente a condenação recente do então secretário da Assistência Social e atual secretário da Saúde, Hélio Benetti. Benetti foi condenado por agressões à moradores de rua em Marília, ocorrido em 2013, em processo que investigou crime de tortura. Cícero reconheceu que Benetti e os demais condenados irão recorrer em liberdade, mas apontou que “este lamentável fato deixa uma marca nesta administração”.

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