Em audiência pública, mesmo com saldo positivo secretários sinalizam a diminuição dos gastos municipais

Secretário da Fazenda, Sério Moretti e o Secretário de Economia e Planejamento, Rodrigo Zotti. No meio, vereador Herval Seabra.
Secretário da Fazenda, Sério Moretti e o Secretário de Economia e Planejamento, Rodrigo Zotti. No meio, vereador Herval Seabra. Foto: Prefeitura.

A Prefeitura fechou o caixa do segundo quadrimestre de 2015 no azul. Porém, segundo o Secretário da Fazenda, Sérgio Moretti e o Secretário de Economia e Planejamento, Rodrigo Zotti, é necessário cortar gastos.

A afirmação foi feita durante audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (30) no plenário a Câmara Municipal. Os técnicos afirmaram que a economia negativa do país impacta diretamente a cidade. Com a inflação em alta, os preços dos serviços e produtos aumentam, gerando crescimento nos gastos municipais.

O saldo municipal até 31 de agosto de 2015 era de R$ 41.620.244,26, sendo que a Prefeitura tinha a quantia de R$ 38.419.007,82 proveniente do exercício anterior, arrecadou R$ 389.483.378,43 e pagou despesas no valor de R$ 386.282.141,99.

2º Quadrimestre 2015 saldo em caixa

Por meio dos tributos, foram arrecadados R$ 96.958.755,91. Somente a CIP (Custeio de Iluminação Pública) gerou receita de R$ 2.230.705,67.

2º Quadrimestre 2015 arrecadação

Dentre as despesas pagas, destaca-se a quantia despendida com locação de imóveis (R$ 2.654.002,46), terceirização de serviços da educação, tais como zeladoria, merendeiras e cuidadores (R$ 7.028.358,64), serviços de combate à dengue (R$ 957.000,00), locação de máquinas e equipamentos (R$ 535.129,98), serviços de limpeza e transbordo do lixo (R$ 4.520.616,12) e combustíveis (R$ 1.430.291,86). As dívidas de curto prazo somam R$ 112.542.428,39 e as de longo prazo atingem R$ 153.707.249,19

Redução de despesas

Diante da crise econômica nacional, a Prefeitura irá encaminhar à Câmara um pacote para redução das despesas, segundo informou Zotti. A Administração estuda, dentre outras coisas, a adequação dos contratos de locação para otimizar os serviços públicos oferecidos. O secretário apontou a alta no combustível e na conta de luz como um dos fatores que têm feito as despesas da Prefeitura aumentar.

Para ler a apresentação da audiência na íntegra, clique aqui.

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