9 de December de 2019

Legumes e verduras mais baratos em junho, mas no geral há alta de preços

Foto: Divulgação.

O mês de junho foi marcado pela queda nos preços dos Produtos In Natura, segundo dados da Associação Paulista de SupermercadosLegumes e verduras foram os que mais sofreram alteração: -12,39% e -5,56%, respectivamente. Com relação às frutas, laranja (-9,76%), banana (-1,46%), tomate (-26,47) e cenoura (-7,77%) também ficaram mais baratos.

Entretanto, de modo geral, o Índice de Preços dos Supermercados (IPS) de junho apresentou alta de 0,98%. Em 12 meses, o aumento atingiu 7,78% e no acumulado de janeiro a junho a elevação foi de 5,24%.

No geral, no mês o preço das frutas subiu 0,13% e dos tubérculos, 9,63%. As maiores altas foram constatadas nos produtos industrializados, carnes suínas, leite, artigos de limpeza e higiene e beleza. Os principais vilões do consumidor foram a revisão tarifária da energia elétrica, a estiagem e a alta do dólar, que contribuíram com a alta.

“Por mais um mês, a inflação refletiu a pressão sobre os custos de produção, como a elevação da energia elétrica, por exemplo, que ainda reflete nos custos, principalmente dos produtos industrializados”, comentou o gerente do departamento de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano.

A falta de chuvas em algumas regiões do país também tem gerado menor disponibilidade interna de alguns produtos, diante da redução da oferta. Outro fator importante é a variação do dólar ao longo dos últimos 12 meses, que impacta os preços de alguns produtos importados ou que dependem de insumos importados para a produção.

Preços

Os preços dos industrializados subiram em junho com variação de 1,30%, relacionada ao aumento nos preços de derivados do leite (1,93%), derivados de carne (1,94%) e panificados (1,84%).

  • Derivados de leite – a alta reflete a tendência de crescimento já verificada no preço do leite, diante da entressafra.
  • Derivados de carne – o aumento tem relação com a alta dos preços das carnes de modo geral, bem como do custo de produção por parte da indústria de alimentos, diante dos reajustes nos preços da energia elétrica, insumo expressivo para a produção.
  • Panificados – Continuam impactados pelo custo da energia elétrica, aliado à alta do dólar que influencia na cotação do trigo, e os preços dos panificados e massas em geral.

Já os semielaborados (carnes, leite e cereais) tiveram aumento nos preços de 1,15% em junho, principalmente devido ao preço das carnes suínas (1,69%) e do leite (5,11%).

  • Carne suína – preços subiram diante do aumento na demanda, impulsionado pela alta nos últimos meses da carne bovina. Aliado a isto, a abertura do mercado externo diminui a disponibilidade interna de produto, impactando diretamente nos preços das carnes no mercado interno.
  • Leite – o aumento nos preços desse item esteve atrelado ao clima desfavorável com temperaturas mais baixas que afetaram a produção, principalmente na região Sul do país.

As bebidas alcoólicas também tiveram preços mais altos com variação de 0,14%, reflexo da alta do preço do vinho (2,09%). As bebidas não alcoólicas registram alta de 0,95%, diante dos preços do refrigerante (0,41%).

Os produtos de limpeza ficaram 1,41% mais caros, puxados pelo preço do sabão em pó (3,70%) e do sabão em barra (0,61%).

Os artigos de higiene e beleza tiveram reajuste de 1,25%, impactados pelo creme dental (1,84%) e pelo desodorante (2,12%).

Em junho, as variações negativas estiveram presentes em cerca de 32,91% dos itens, de acordo com o índice de difusão (proporção das variações de preços negativas), ficando abaixo da média, que é de 42,65%. Na avaliação desde a criação do Plano Real, em 1994, o IPS/APAS apresenta variação acumulada de 180,81%, o IPCA/IBGE (São Paulo) – Alimentos e Bebidas apresenta alta de, aproximadamente 371,80%, já o IPCA/IBGE (Brasil) – Alimentos e Bebidas tem alta de 389,22%, o IPC-FIPE tem aumento de 300,19% e o IPA/FGV tem variação de 539,81%.

 

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