15 de November de 2018

Saúde divulga balanço e aponta avanços em áreas prioritárias

Autoridades municipais em cerimônia na UBS. Foto: Julio Cezar.
Autoridades municipais em cerimônia na UBS. Foto: Julio Cezar.

Balanço da Secretaria Municipal da Saúde de Marília aponta avanços durante o ano de 2017 nas áreas prioritárias para a população, incluindo melhorias na rede básica, assistência farmacêutica qualificada, controle de doenças, frota e relacionamento com fornecedores e prestadores de serviços.

A gestão da pasta é feita de forma técnica, com aprovação do Comus (Conselho Municipal da Saúde) e apresentação de resultados de forma transparente ao Legislativo.

A cidade conta com 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 37 equipes do programa ESF (Estratégia Saúde da Família), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sob contrato de gestão com a HBU e um PA (Pronto Atendimento) sob gestão própria, na zona sul.

São dezenas de programas, que oferecem atendimento por meio das unidades especializadas, como a Policlínica, o CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), os dois Caps (Centro de Atenção Psicossocial – Catavento e Com-Viver), a rede de Farmácias Municipais, a Unidade de Fisioterapia, Banco de Leite, Cerest (Saúde do Trabalhador), SAE (ISTs/Aids), entre outras.

“Foi um ano difícil, é verdade, mas não será lembrado por isso. Será lembrado pelo respeito e valorização do SUS, pelos esforços de priorizar pessoas e promover avanços estruturais com responsabilidade. Isso se deve à gestão municipal e ao profissionalismo das nossas equipes”, disse a secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana.

Sem o endividamento de exercícios anteriores na pasta, a expectativa para o próximo ano é de avanços ainda maiores em obras e ampliação dos serviços.

Infraestrutura

Em 2017 foram entregues à população duas UBSs, nos bairros Santa Antonieta (zona norte) e Costa e Silva (sul). A primeira estava abandonada desde maio de 2016, quando foi inaugurada a UPA e fechado o antigo PA Sul. Foram investidos recursos próprios e empregada mão de obra dos servidores da própria pasta, além de reeducandos.

Já a segunda unidade, foi entregue pela construtora no final do ano, mas ainda dependia de acabamentos e intervenções que não estavam no projeto inicial, por isso ainda não havia sido inaugurada. A Prefeitura realizou a finalização e inauguração, no mês de agosto.

Empenhada em valorizar a assistência e a qualidade na entrega de medicamentos, a Prefeitura de Marília iniciou a execução do Plano de Reestruturação da Assistência Farmacêutica, entregando à população as duas primeiras unidades da rede: Farmácia Municipal Zona Norte e Zona Sul.

Investimento também no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas). Localizado no bairro Nova Marília, o serviço funciona em prédio próprio, mas o local estava com infiltrações há, pelo menos, seis anos. Foram substituídas oito mil telhas, realizada nova pintura, ampliada uma sala e recuperados todos os ambientes internos que ficavam alagados a cada chuva.

Ainda na área da saúde bucal, a Prefeitura de Marília adquiriu em 2017 oito novos gabinetes odontológicos, para substituir equipamentos que quebravam constantemente, gerando altos custos de manutenção e interrupção dos serviços.

A Secretaria Municipal da Saúde avançou em mais de 90% das obras da UBS Nova Marília e, em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento, acelerou a tramitação para que o ano de 2018 comece com quatro unidades de saúde em construção ou reforma: USF Santa Paula/Marajó, Jardim América III, Maracá e Palmital.

Frota

Em 2017 a Prefeitura de Marília adquiriu 14 veículos para a Secretaria Municipal da Saúde. Dois são coletivos para transporte de pacientes e estão lotados na Central de Ambulâncias (micro-ônibus com acessibilidade para pacientes) e no Caps Com-Viver, que recebeu uma van para atividades de inclusão psicossocial.

Os demais, adquiridos com recursos vinculados a programas específicos, foram recebidos pela Vigilância Epidemiológica (dois Fiat Palio Weekend), Cerest (dois Ford Ka), Caps-i Catavento (um Ford Ka), Divisão de Zoonoses (duas caminhonetes GM Montana e um GM Spin); SAE (um GM Spin) e Vigilância Sanitária (dois Ford Ka).

Os novos carros permitiram, por consequência, realocar para o setor da Subfrota da Saúde veículos em melhores condições para o TFD (Tratamento Fora de Domicílio), para viagens de pacientes. O município aguarda repasses solicitados, inclusive, em emendas parlamentares para aquisição de ambulâncias para o Samu e Central de Ambulâncias.

Gestão de pessoas

Desde o início de 2017, a Secretaria Municipal da Saúde realiza um trabalho de fortalecimento da Divisão de Atenção Básica, que atua como apoio técnico às UBSs e USFs.

O movimento também envolve os serviços responsáveis por atendimentos especializados, os grupos técnicos que atuam nas linhas de cuidado estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como Saúde da Mulher, da Criança, do Adulto, Saúde Mental (entre outros), além de setores estratégicos como a Divisão de Zoonoses e Vigilância Epidemiológica.

A ação começou com oficinas internas na Secretaria, chegou às unidades e teve momentos de grande reflexão, como “I Fórum Atenção Básica em Movimento”, coordenado pelas médicas Maria Elizabeth da Silva Hernandes e Maria Cecília Cordeiro Dellatorre, ambas com vasta experiência em saúde pública e pesquisadoras atuantes no universo acadêmico.

Concurso público municipal, realizado pela Fundação Vunesp, está entre as ações de valorização. Os procedimentos previstos no edital estão em andamento e em breve será divulgada a classificação dos candidatos aprovados para 100 vagas, em seis cargos.

A Secretaria também fortaleceu a relação ensino-serviço, recebendo centenas de alunos ao longo do ano. Ofereceu ainda oportunidade de informação aos servidores municipais, inclusive com cursos de especialização gratuito do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa.

Gestão financeira

Mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas por todos os municípios, agravada em Marília pelo endividamento nos últimos anos, a cidade tem honrado os compromissos financeiros.A Secretaria Municipal da Saúde elevou em 20%, neste ano, o investimento na compra de medicamentos. Além disso, pagou R$ 2.168.847,55 referentes a débitos de remédios comprados nos anos anteriores e que estavam pendentes.

O município ampliou a oferta de serviços, como a cirurgia de catarata, mamografia e cirurgias nas especialidades de ortopedia, otorrinolaringologia e urologia. Para sanar um dos principais gargalos, a Prefeitura intensificou o número de cirurgias de catarata e realizou mil procedimentos em 2017, um grande crescimento ante as 68 cirurgias feitas durante todo o ano de 2016.

Gestão financeira

Para obter estes resultados na gestão da saúde, o município manteve diálogo com setores técnicos do Ministério da Saúde, qualificou processos para apurar a produtividade da pasta, conquistou credibilidade e envolveu vereadores de todos os partidos.

Negociações com os prestadores de serviços foram realizadas ao longo do ano, a fim de melhorar as condições dos contratos e resolutividade dos serviços, favorecendo a população que depende do SUS.

De janeiro a outubro (período com dados já consolidados) a saúde municipal realizou, por meio de sua rede e dos serviços parceiros, um total de 890.829 mil exames, 1,1 milhão de consultas/atendimentos ambulatoriais e 17.443 pequenas cirurgias.

Vigilâncias/Zoonoses

Em 2017, Marília registrou redução de mais de 80% no número de casos de dengue confirmados, o menor indicador dos últimos cinco anos. Mesmo com transmissão moderada e índice larvário considerado “satisfatório”, as ações de controle não foram interrompidas.

A temporada com maior risco segue até meados do primeiro semestre e a cidade trabalha pautada por um programa de prevenção e por um plano de contingência, a ser executado conforme haja variação da curva de transmissão.

O município também abriu, em 2017, a “caixa-preta” da leishmaniose. A secretária Kátia Ferraz Santana alertou sobre o problema e divulgou dados relativos a 2016, que até então eram desconhecidos da população.

O enfrentamento com ações de limpeza, informação à população, exames e castrações (1.213 cães castrados) entre outras medidas, reduziram a velocidade da transmissão na principal área afetada. Neste ano, foram verificados 15 casos confirmados, contrariando uma previsão de explosão de novos casos dos especialistas.

Avaliações e reconhecimentos

Para a secretária municipal da Saúde, Kátia Santana, os resultados devem ser encarados como parciais e não uma conquista consolidada. Da mesma forma, problemas ainda persistem e não existem “soluções mágicas”, mas um movimento de reconstrução.

“É possível construir uma saúde pública melhor, mais resolutiva, acolhedora, com melhores condições de trabalho e profissionais engajados e valorizados. Mas nosso trabalho não é feito para ser avaliado em meses”, disse a secretária.

Kátia destaca que a condição atual supera, em muito, a realidade do início de 2017.

“Se dermos uma olhada no retrovisor e, compararmos com o que vemos hoje, enxergamos muitos avanços. No horizonte, temos um cenário de expectativas e possibilidades, que certamente se consolidará. Temos a confiança e a visão da administração municipal, com uma equipe determinada. Temos a segurança e o engajamento dos servidores, que sabem trabalhar e desejam o melhor para Marília”, declarou.

Os resultados da Secretaria Municipal da Saúde são apresentados à população a cada quatro meses, durante as audiências públicas realizadas na Câmara Municipal. As sessões são convocadas pelo Poder Legislativo. Informações sobre a próxima audiência podem ser obtidas pelos canais de comunicação da Câmara ou diretamente com o vereador de confiança do cidadão.

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