Solução caseira

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP
O autor deste artigo, Bruno Caetano, é diretor superintendente do Sebrae-SP. Foto: Divulgação.

Uma das principais preocupações de quem começa a trabalhar por conta própria é procurar um lugar para se instalar, especialmente se o negócio exige um computador, mostruário ou instrumentos para executar o trabalho.

O problema é que uma pequena sala em um prédio de escritórios ou mesmo um espaço de trabalho compartilhado, como é cada vez mais comum nas grandes cidades, pode representar um custo importante para quem já está com o orçamento apertado.

Essa é uma das razões que estão contribuindo para o aumento do número de brasileiros que resolveram trabalhar de casa. De acordo com um pesquisa recente do Sebrae sobre o perfil dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o percentual de profissionais que atuavam a partir da própria residência aumentou 23% em apenas três anos. É importante lembrar que nesse período o número de MEIs também deu um salto, o que significa um volume ainda maior de profissionais no home office.

Em tempos de corte de custos e aumento do desemprego, começar um pequeno negócio dentro de casa pode parecer uma boa ideia – e de fato é, se forem observados alguns critérios. O principal deles é que, apesar de o profissional estar em casa, rodeado pela família e pelos objetos domésticos, o horário de trabalho continua sendo o horário de trabalho.

Também é preciso se vestir para trabalhar (nada de ficar de pijama!) e deixar claro para os filhos e o cônjuge que, dentro de um período determinado, você não estará disponível para brincar ou resolver tarefas de casa. O ideal é ter um cômodo dedicado apenas à empresa e, algo fundamental, jamais misturar as contas de casa com o caixa do negócio.

Se você pretende começar um negócio em casa, é muito importante levar em consideração se seu ramo de atividade favorece o home office. Trabalhar com e-commerce ou como representante comercial não exige mais que uma mesa, um telefone e um computador. Um negócio na área de alimentação vai demandar espaço para a manipulação e armazenamento, mas é viável. Já produção que envolva maquinário mais pesado ou que produza cheiros desagradáveis pode prejudicar seus vizinhos.

Quem mora em apartamento tem de seguir as regras do condomínio – muitos não permitem atividade comercial, outros oferecem até espaço para reuniões e wi-fi nas áreas comuns. O home office é uma solução muito bem-vinda, basta ser disciplinado e saber se adaptar. E, em caso de dúvidas, procure o Sebrae-SP.

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