“Vínculos” entre Camarinha e veículos da imprensa mariliense causam cassação e o deixa inelegível

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Foto: Radio Imagem

Com informações in loco do jornalista Ailton Medeiros, do programa Hora H, o deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB) teve o diploma cassado, os votos obtidos em 2014 anulados e ainda tornou-se inelegível por 8 anos. O julgamento demorou quase uma hora e ocorreu na tarde desta quinta feira (28) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de SP. A decisão foi unânime, por 6 votos a 0.

[contextly_sidebar id=”4fPWp5yVsKfkIPeoQYUQYbv7vKBKFLhg”]De acordo com Medeiros, Camarinha foi acionado judicialmente pelo ex-vereador e ex-candidato a deputado estadual Eduardo Nascimento, logo após o pleito de 2014. Camarinha foi acusado de abuso do uso da mídia e do poder econômico para eleger-se deputado. Também foram condenados a sócia-proprietária do grupo de comunicação CMN, Sandra Mara Norbiato, e o administrador do mesmo complexo de rádios e jornal, Edinaldo Perão. Os dois também estão inelegíveis. O grupo de comunicação CMN engloba o jornal Diário de Marília e as rádios FM Diário e AM Dirceu. Também estava envolvido o jornal Correio Mariliense, que pertencia ao Canal 4 de Marília, mas foi fechado.

Medeiros relatou que o presidente da Corte e relator do caso, o desembargador Mário Devienne Jr., rechaçou todos os argumentos da defesa de Camarinha. O desembargador ainda apontou mais de 70 matérias do jornal Diário enaltecendo Camarinha e denegrindo seus adversários em Marília e admitiu a relação do deputado com os meios de comunicação.

De acordo com o site do TRE-SP, “Para o relator do processo, des. Mário Devienne Ferraz, Camarinha ‘tinha vínculos’ com os proprietários dos periódicos Correio Mariliense e Diário de Marília, sendo nitidamente favorecido, nas eleições de 2014, por uma série de chamadas jornalísticas que objetivaram alavancar a candidatura do político.

Por fim,  Devienne Jr. defendeu a condenação do parlamentar e dos demais acusados. O seu voto foi acompanhado pelo representante da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e por todos os demais desembargadores e juízes. O advogado de Camarinha, Cristiano Mazeto, disse ao Visão Notícias que vai recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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