21 de August de 2018

Qualidade de vida ou estilo de vida, por Camilo Bueno

Foto: Partante.

Muito tem se falado em “Qualidade de Vida” e “Estilo de Vida” nos últimos anos, mas apesar de aparentemente apresentarem a mesma ideia, ambas podem apresentar significados diferentes. Com relação a Qualidade de vida, trata-se de um método utilizado para medir as condições de vida de um ser-humano (…) que contribuem para um bem-estar físico, espiritual, cultural e emocional, além de relacionamentos sociais com amigos e familiares.

Outros autores são categóricos em afirmar que a qualidade de vida está relacionada com a forma de valorizar o bem-estar e a sensação de boas condições de saúde do indivíduo. Já meio acadêmico, podemos avaliar a qualidade de vida através de um questionário padrão reconhecido mundialmente denominado SF-36 (Short Form Health Survey), de autoria da Medical Outcome Study.

Estilo de vida é uma expressão moderna que se refere à estratificação da sociedade por meio de aspectos comportamentais, expressos geralmente sob a forma de padrões de consumo, rotinas, hábitos ou uma forma de vida adaptada ao dia a dia. A maneira na qual administramos o nosso comportamento diariamente, de modo que, podemos levar um estilo de vida saudável ou pouco saudável contribuindo para uma qualidade de vida boa ou ruim.

Em ciências da saúde, torna-se importante preocuparmos com a nossa qualidade de vida uma vez que obtemos índices recentes sobre a expectativa de vida da população brasileira, que chegou a 75,2 anos, segundo o IBGE em 2015. Neste contexto perguntamos, por que não envelhecemos com saúde? Para que, de alguma forma possamos desfrutar da energia associada com a maturidade adquirida? Sendo assim, dieta e exercício físico, tornam-se hábitos primordiais para adotarmos ao nosso estilo de vida.

A medida que envelhecemos, nosso organismo não funciona no mesmo ritmo quando comparamos com organismos mais jovem, o sistema metabólico tende a desacelerar na medida que adquirimos tarefas com menos exigências corporais. Na maioria das vezes, trabalhamos sentados com pensamentos focado em nosso desempenho profissional e o nosso corpo sendo cada vez menos exigidos. Não precisamos ter o mesmo rendimento de um desportista ou atleta, mas o treinamento físico é necessário na medida em que começamos a perder nossas funcionalidades principais (correr, saltar, empurrar, puxar entre outras). A atividade física vem colaborar neste aspecto, auxiliando estas funções a permanecerem ativas, fortalecidas e condicionadas, e por outro lado, só o exercício físico acaba não resolvendo o problema se não melhorarmos o nosso hábito alimentar ou vice-versa.

Em linhas análogas, um bom programa de condicionamento físico orientado e auxiliado por uma dieta alimentar, contribuirá para um estilo de vida mais saudável adquirindo assim uma boa qualidade de vida.

Camilo Bueno é educador Físico, faixa Preta 4º Dan em Taekwondo e Mestre em Desenvolvimento Humano e Tecnologia pela UNESP. Ele também é membro da Academia Brasileira de Treinadores – COB.

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