1 de April de 2020

Acim alerta para crescente inadimplência no comércio

Foto: Internet.

O vice presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Adriano Luiz Martins, faz um alerta aos comerciantes em geral, quanto ao índice de 7,5% de crescimento na inadimplência entre os consumidores e as operadoras dos cartões de crédito, que há anos, vem se tornando como uma importante forma de compra e venda no comércio em geral. “Desde a crise de 2008, não se tem índice tão elevado”, disse o dirigente mariliense ao tomar conhecimento de dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs), com base nos dados do Banco Central. “Em maio foi de 7,3% e agora em junho em 7,5%”, comparou ao fazer um alerta. “O poder de compra do consumidor está ficando vulnerável”, alertou.

O Brasil alcançou ao final de junho 4,4 milhões de máquinas que transacionam cartões de crédito e débito (POS, na sigla em inglês), número 7,3% maior que o visto em um ano, de 4,1 milhões, de acordo com a Abecs. O tíquete médio das operações nas máquinas, conforme a entidade, ficou em R$ 19 mil, aumento de 2,7% em relação ao visto na primeira metade de 2015, de R$ 18,5 mil. No primeiro semestre, o aumento mais expressivo foi identificado, de acordo com a Abecs, nas regiões Centro-Oeste, com avanço de 12,2%, e Norte, 10,3%. Apesar da recessão econômica, o mercado de cartões deve crescer acima dos 10% neste ano em relação a 2014.

De janeiro a junho deste ano, os cartões de débito e crédito movimentaram R$ 509 bilhões, expansão de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Abecs. Foram 5,5 bilhões de transações com plásticos de janeiro a junho, segundo a entidade, 10,4% a mais, em idêntica base de comparação. Sobre as taxas de descontos a lojistas (MDR, na sigla em inglês), a entidade afirma que a tendência clara é de queda em meio à competitividade entre as credenciadoras (como Cielo, Rede, Getnet, Elavon e outras). “Os cartões de crédito e débito são importantes para o comércio hoje em dia, diante da segurança do recebimento por parte do lojista, apesar dos descontos das operadoras entre taxas de juros e uso da máquina”, comentou Adriano Luiz Martins.

Adriano Luiz Martins, vice presidente da Acim, é favorável aos cartões de benefícios
Adriano Luiz Martins, vice presidente da Acim, é favorável aos cartões de benefícios

Segundo o dirigente da Acim o hábito do consumidor tem mudado nos últimos anos, preferindo as compras através dos cartões de crédito, débito e benefícios, que deixam de acessar o banco de dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Acim. “São três formas seguras que o comerciante tem como garantia do recebimento”, falou ao lembrar que todos os três modelos o recebimento do comerciante é certo. “Sem contar as vendas com pagamento em dinheiro que cresceram muito”, falou ao comentar o comportamento atual do consumidor. “As vendas a prazo, pelo crediário diminuem, porém, nunca deixarão de existir, afinal é uma forma de fidelizar o cliente”, comentou ao lembrar que muitas lojas criam crediário próprio para que o consumidor frequente a loja com mais intensidade.

Mesmo com o sinal de alerta por parte das operadoras de cartão de crédito e débito, Adriano Luiz Martins ressalta que as vendas com cartão de benefícios, aqueles em que o repasse é feito diretamente na folha de pagamento da empresa do consumidor, tem se tornado um atrativo maior, afinal, esse sistema garante o recebimento por parte do comerciante e colabora com o consumidor em não se tornar inadimplente diante do limite a ser utilizado ser fixo. “Com os cartões de crédito a ameaça de endividamento é grande diante dos elevados índices de juros dos créditos rotativos, que muitas vezes torna a dívida impagável”, comparou o dirigente da Acim que é favorável aos cartões de benefícios. “Seguro, prático e sem ameaças para ambos os lados”, definiu.

Entre na conversa...