22 de May de 2019

Fechamento de empresas será simplificado, diz Acim

Gilberto Joaquim Zochio, segundo vice presidente da Acim, acredita em facilidades para se fechar uma empresa
Gilberto Joaquim Zochio, segundo vice presidente da Acim, acredita em facilidades para se fechar uma empresa

O segundo vice presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Gilberto Joaquim Zochio, considerou válida a informação de que o fechamento de empresas será simplificado a partir de setembro, de acordo com o ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que fez o anúncio da novidade recentemente. “A partir do mês que vem entrará em vigor a regra que permitirá o fechamento de empresas na hora que o cidadão fizer o requerimento”, comentou o segundo vice presidente da Acim. “Isto será possível graças ao fim da exigência do débito de regularidade fiscal pela Receita Federal”, disse Gilberto Joaquim Zochio ao lembrar que o programa será iniciado no Distrito Federal e depois será ampliado para o restante do País.

De acordo com a informação divulgada, a medida autorizada pela presidência da república, só entrará em vigor em setembro. Até lá, o sistema do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) será ajustado. Mas isso só poderá ser iniciado após aprovação de legislação, advertiu o ministro. “Infelizmente neste período eleitoral, talvez atrapalhe um pouco a regulamentação”, lamentou Gilberto Joaquim Zochio ao admitir se tratar de uma ação simpática ao empresariado, e assim sendo, são grandes as chances de que o trâmite seja ágil. “Agora depende deles para que muitos empresários regularizem a situação das empresas inativas, ou abandonadas”, comentou o dirigente da Acim.

De acordo com os dados do Governo Federal atualmente existem mais de um milhão de CNPJs inativos. “As pessoas não conseguem nunca fechar uma empresa e isso não pode ocorrer mais”, defende o segundo vive presidente da Acim. “Em setembro, com as adaptações feitas ao sistema do Serpro, será possível, primeiro em Brasília e, em seguida, nos Estados, fechar uma empresa imediatamente o que é excelente”, acredita Gilberto Joaquim Zochio que espera o quanto antes esta medida para que se tenha um mapeamento mais real quanto ao número de empresas existentes e a comparação com o índice de empresas que surgem.

Na opinião do diretor da Acim as estatísticas são suspeitas, pois, fala-se muito de abertura de empresas, o que se tornou muito ágil, mas não se fala no número de empresas que se fecha. “Todos sabem que a proporção entre as que abrem e as que fecham devem ser semelhantes, se não forem mais”, comentou ao lembrar das inúmeras dificuldades existentes na manutenção de uma simples empresas. “Não é fácil ter uma empresa, e muita gente desiste e larga a empresa, que está inativa, porém, na estatística continua sendo considerada como em funcionamento”, comparou ao aguardar com ansiedade este novo comportamento empresarial.

Entre na conversa...