21 de October de 2018

Empresas incubadas têm maior sobrevivência no mercado

jovens empresários Augusto do Carmo e João Vitor Teixeira administram a Be Better em um dos boxes da Adetec há um ano e meio. Foto: Divulgação.
jovens empresários Augusto do Carmo e João Vitor Teixeira administram a Be Better em um dos boxes da Adetec há um ano e meio. Foto: Divulgação.

Para qualquer empresário, começar um novo negócio é sempre um grande desafio. Saber contabilizar despesas, lucros, investimentos, pequeno quadro de colaboradores, carteira de clientes e a qualidade do produto pode ser muito mais difícil quando quem está à frente da empresa é um empreendedor iniciante.

Dados da pesquisa Demografia de Empresas, organizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) no final de 2015, revela, por exemplo, que das 694 mil empresas que nasceram em 2009 apenas 47,5% ainda estavam em funcionamento em 2013.

Cerca de 158 mil fecharam as portas no primeiro ano de atuação no segmento. Uma das maneiras que contribuem para a mitigação da mortalidade empresarial é o processo de incubação da empresa. As incubadoras chegaram ao Brasil na década de 80 como escolas de empreendedorismo e podem responder diretamente pela redução do índice de mortalidade de empresas jovens.

Nos modelos tradicionais de negócio, o índice de mortalidade nos primeiros anos de vida empresarial pode chegar a 70%. Quando comparado com empresas incubadas, este mesmo índice cai para 20%.

Há 15 anos, a Adetec (Agência de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico) desempenha o trabalho de Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), trabalhando com a capacitação de empreendedores, desde a discussão do negócio no qual pretendem investir até a formalização da empresa no mercado de negócio, passando quase sempre pelo processo de incubação. Os resultados obtidos evidenciam que o índice de mortalidade das empresas graduadas pela Adetec (que passaram por todo o processo de aprendizagem dentro da incubadora) não passa de 10%.

“A formação empresarial pela qual o empreendedor é submetido durante o processo de incubação da empresa torna o negócio mais consolidado e o empreendedor mais maduro para enfrentar o mercado. Isso faz toda a diferença em um cenário competitivo e de dificuldade econômica como estamos vivendo no momento”, explica o gerente de incubadora da Adetec, Flávio Anequini.

Aprendizagem e maturação

Geralmente instaladas em boxes nas dependências do órgão apoiador, as empresas permanecem em fase de maturação do negócio por um prazo determinado. Durante todo esse tempo, o projeto – já em funcionamento – recebe o acompanhamento de profissionais especializados em gestão. Esses gestores monitoram toda a cadeia de produção para fixação de metas e consolidação de resultados.

“Dentro de uma incubadora, a empresa opera como outra qualquer, com seus desafios diários. A grande diferença é que há uma ampla estrutura física e de conhecimento agregados que auxiliam os empresários a tomar decisões. Não há dúvidas de que os problemas são minimizados”, explica o gerente de incubadora da Adetec, Flávio Anequini.

Enquanto incubadas, as empresas recebem treinamento e assessoramento permanente nas áreas de marketing, inovação, finanças e gestão de pessoas, além de contar com salas de reunião, auditório, internet e apoio administrativo.

No entanto, o mais importante é a construção de uma rede ampla de contatos. O maior ganho dos empresários neste sistema é ter acesso a um network que dificilmente teriam na solidão de uma empresa tradicional.

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