Dirigente da Acim aponta governabilidade como problema

Gilberto Joaquim Zochio concorda com pesquisa que aponta falta de credibilidade ao Governo Federal. Foto: Divulgação.
Gilberto Joaquim Zochio concorda com pesquisa que aponta falta de credibilidade ao Governo Federal. Foto: Divulgação.

Visando enxergar os maiores obstáculos do varejo na atual situação econômica que o País está vivendo, o tesoureiro da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Gilberto Joaquim Zochio, considerou como sendo a maior dificuldades para se fazer negócios no Brasil em 2016 é o fracasso da governabilidade do País. “Estamos vivendo uma crise moral”, apontou o dirigente ao ler documento recente do Fórum Econômico Mundial que aconteceu em Davos, na Suíça, que produz estudos sobre os maiores riscos globais para o ano no Brasil, diante da crise política brasileira e a corrupção generalizada denunciada. “Esta pesquisa foi realizada com 13 mil empresários, sendo que 60% deles indicaram o “fracasso da governabilidade” como o maior risco para se fazer negócios no Brasil hoje. “A taxa supera aqueles que consideram a falta de água ou de infraestrutura como os maiores problemas”, comparou o dirigente mariliense.

[contextly_sidebar id=”rNU2lQHXTyN9aLTaMltQdS8nn1zUPL3K”]No restante do mundo, porém, a questão da falência da administração pública aparece apenas como o quarto maior risco e é apontado como problema para apenas 27% dos 13 mil entrevistados. Os maiores riscos globais, segundo Davos, seriam a imigração e mudanças climáticas em 2016. “Esta desconfiança na gestão pública nacional é uma preocupação proeminente na América Latina, especialmente na América do Sul, onde a corrupção e a falta de confiança no funcionamento das instituições estão cada vez mais criando dificuldades para se administrar um negócio”, opinou Gilberto Joaquim Zochio ao ler o documento criado na Suiça.

O risco, segundo explica a pesquisa, se refere à “incapacidade de governar uma nação, o que é a causa ou resultado de fatores como um fraco estado de direito, corrupção, comércio ilegal, crime organizado, impunidade e impasse político”. Na avaliação do fórum, o “fracasso na governança mina a competitividade dos países, a criação de empregos e o desenvolvimento econômico”. Davos também aponta que empresas são obrigadas a lidar com riscos adicionais ao operar em países com uma administração fraca: um ambiente imprevisível e seguir padrões, quando o próprio governo não segue os seus. “Outro obstáculo brasileiro e latino-americano é a situação da infraestrutura, considerada ainda como inadequada”, disse Gilberto Joaquim Zochio, que para Davos, novos investimentos no setor poderiam “estimular a economia e fortalecer a resistência da região a riscos globais”.

Por fim, a queda nos preços de commodities também se apresenta como um risco numa região que tem as exportações baseadas em minérios, petróleo ou produtos agrícolas. “Preços baixos das commodities reforçam os desafios existentes, como a elevada dívida pública e crescimento econômico baixo”, indicou o dirigente mariliense ao completar: “Isso está associado a um aumento de um risco de uma crise fiscal”, acredita.

A presidente Dilma Rousseff era uma das figuras mais aguardadas no fórum neste ano, já que parte dos 2,5 mil empresários esperava ouvir da brasileira, o que ela pretende fazer para restabelecer a confiança no governo dela, mas ela acabou cancelando a viagem.

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