18 de July de 2019

Varejo na região de Marília elimina 239 postos de trabalho formal em maio

Comércio de Marília. Foto: Divulgação.
Comércio de Marília. Foto: Divulgação.

Em maio, o comércio varejista na região de Marília fechou 239 postos de trabalho, resultado de 1.325 admissões contra 1.564 desligamentos. Em 12 meses, foram eliminados 1.788 empregos com carteira assinada, o que levou a um recuo, na comparação com o mesmo mês de 2015, de 3,7% do estoque total, que atingiu 47.186 trabalhadores formais no mês.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

As nove atividades analisadas apresentaram retração na ocupação formal em relação a maio do ano passado. As maiores quedas foram observadas nos segmentos de lojas de móveis e decoração (-10,9%), de concessionárias de veículos (-10,1%) e de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6%).

“O desemprego já vem assombrando o setor há muito tempo com consumidores repensando seus padrões salariais e agindo com cautela no que diz respeito a assumir compromissos financeiros. Dessa forma, as empresas têm se adequado para evitar que demissões aconteçam, mas se nossa realidade econômica e política permanecer instável como está, terminaremos o ano com um quadro ainda mais preocupante”, ressalta Pedro Pavão, presidente do Sincomercio Marília.

Desempenho estadual

Em maio, o comércio varejista no Estado de São Paulo extinguiu 3.730 empregos com carteira assinada, saldo de 70.656 admissões e 74.386 desligamentos, o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 2007. Com isso, o estoque ativo de trabalhadores do varejo paulista atingiu a marca de 2.069.041, redução de 3,5% em relação a maio de 2015 – mesma taxa registrada na comparação entre abril de 2015 e de 2016, o que parece ser um sinal de que o quadro parou de piorar.

Nos cinco primeiros meses do ano, foram quase 61 mil empregos perdidos. Vale ressaltar que, no mesmo período de 2015, o saldo estava no negativo em 45.290. Considerando o acumulado de doze meses, são 76.139 empregos formais extintos.

Das nove atividades pesquisadas, apenas o estoque de trabalhadores do segmento de farmácias e perfumarias (2,3%) cresceu em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os destaques negativos foram registrados nos setores de lojas de móveis e decoração (-8,5%), concessionárias de veículos (-8,3%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-8,3%). O segmento de supermercados apresentou estabilidade.

Em relação aos dados por ocupações, as funções que registraram as maiores perdas foram as de gerentes de apoio, com a eliminação de 567 postos. A segunda maior redução ocorreu com os escriturários, com a perda de 461 empregos, seguidos pelos gerentes de produção e operações (-428 vagas).

Entre na conversa...