9 de December de 2019

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha será lembrado em Marília

Cartaz do evento. Imagem: Divulgação.
Cartaz do evento. Imagem: Divulgação.

O grupo “Negras Ginga” realizará no dia 25 de Julho (segunda-feira), às 19h30, no Auditório Prof. Octávio Lignelli, um evento especial para lembrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A entrada é um Kg de alimento não perecível que será revertido para o Hospital Espírita de Marília.

Segundo Jéssica Machado dos Santos, 23, estudante de Ciências Sociais na UNESP-Marília e uma das representantes do “Negras Ginga”, o encontro é voltado para as questões e discussões étnico-raciais e que prioriza e se aprofunda nas problemáticas que tange à mulher negra: racismo, machismo e sexismo.

“A data surgiu da junção de várias mulheres negras no ano de 1992, em Santo Domingo, na Republica Dominicana, e eis que acontece um marco: 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, onde ‘essas mulheres internacionalizaram o debate que faz surgir o movimento das mulheres afro-latinas e caribenhas, contribuindo desta maneira para a criação da maior antena preta feminista’. Essa união permitiu a aproximação de profissionais de comunicação, cultura, acadêmicos e áreas afins que hegemonizaram a luta negra na diáspora de forma continental. Data que nos dias de hoje, temos orgulho em comemorar”, afirma Jéssica Santos.

Ao analisar a temática da mulher negra, pesquisas realizadas nos últimos anos demonstram a gravidade da situação enfrentada: a mulher negra apresenta o menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento mínimo, em condições precárias e de informalidade; e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial e ascender socialmente necessitam se empenhar mais e abdicar de outros aspectos de suas vidas, como lazer, relacionamento e maternidade.

Esta realidade, que manifesta resquícios do período de escravidão, tem sido transformada através da luta e da organização das mulheres negras na América Latina e no Caribe. “Apesar de ainda em desvantagem, mais mulheres e, mais mulheres negras estão se inserindo na universidade e no mercado de trabalho, estão conquistando espaços importantes na economia, na sociedade, na política. Essas mulheres estão lutando para transformar a realidade, superar as desigualdades e construir uma nova cultura na sociedade, de combate à opressão de gênero e ao racismo. É visível o avanço no processo de empoderamento da mulher na sociedade latino-americana e caribenha”, ressalta Jéssica Santos.

A recém-criada Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo tem também, por isso, como missão promover ações que fortaleçam as políticas públicas de empoderamento das mulheres negras, de conquista de cidadania e de combate à violência e a discriminação.

A programação do evento conta com uma apresentação especial da data; do balé do Grupo Small Black Dancers; das cantoras negras Grupo Ouro D’Mina (Bauru), Alice Lourenço e Lilian Cunha; apresentação do vídeo do Projeto Raízes; palestras com Luciana Santos, Sandra Mara e Vanessa Lima que abordarão questões com os temas: “Identidade negra”, “A mulher negra no Brasil” e “Direitos Humanos e educação”; e o encerramento será feito com a apresentação do Grupo TMJ – Tamojunto.

O auditório “Prof. Octávio Lignelli” fica na Av. Sampaio Vidal nº 245, entrada pelo Museu de Paleontologia.

 

Entre na conversa...