19 de July de 2019

Comissão dos Registros Históricos grava depoimento do árbitro Sidney Pupo Gimenez

Popular Negadinha também abordou a trajetória do irmão recentemente falecido e ex-técnico de equipes como São Paulo, Corinthians e Guarani. Foto: Mauro Abreu.
Popular Negadinha também abordou a trajetória do irmão recentemente falecido e ex-técnico de equipes como São Paulo, Corinthians e Guarani. Foto: Mauro Abreu.

São quase seis décadas dedicadas ao futebol amador e à várzea mariliense. De profissão alfaiate, o hoje aposentado Sidney Pupo Gimenez, mais conhecido como Negadinha teve toda sua trajetória de vida preservada no depoimento gravado na tarde da última quarta-feira, dia 18, pela Comissão Organizadora dos Registros Históricos da Câmara Municipal e da Cidade de Marília. O depoimento foi conduzido pelo vereador e presidente da Comissão dos Registros Históricos, José Expedito Capacete (DEM).

Nascido em 8 de agosto de 1939, Negadinha estudou no extinto e tradicional colégio público Tomás Antônio Gonzaga. Ainda na adolescência começou a trabalhar como aprendiz de alfaiate e, quando pôde, conciliou os estudos e as tarefas na alfaiataria. “Depois, optaram para que continuasse apenas trabalhando e deixasse de estudar”, relatou. Ao longo de mais de quatro décadas de exercício profissional, Negadinha sofreu com a ausência do emprego formal, do chamado registro na carteira de trabalho. “Pedia para os patrões me registrarem, mas eles diziam que não tinham como arcar com o meu salário e o valor do custo do registro”. Assim, Negadinha só pôde alcançar o direito à aposentadoria quando chegou aos 65 anos de idade, o que ocorreu no ano de 2004. Viúvo há uma década, Negadinha teve seis filhos com a esposa Vitalina Viana Gimenez.

“Até os meus 55 anos de idade eu apitei jogo na várzea”, comentou o árbitro de futebol que começou a exercer a atividade em 1959. Antes, jogou futebol em diversas divisões juvenis. Atualmente ele continua ligado à arbitragem dos jogos de futebol, cooperando na diretoria da entidade que congrega os árbitros fundada por Márcio Henrique de Góes, árbitro da Confederação Brasileira de Futebol. Irmão do técnico Pupo Gimenez, falecido aos 84 anos de idade no mês passado, Negadinha apresentou detalhes de sua trajetória. O técnico Pupo Gimenez, com passagens pelo exterior em países como a China e o Japão, comandou equipes como São Paulo, Corinthians, Guarani, Bragantino e a Seleção Brasileira Sub-20. “A gravação do depoimento do árbitro Negadinha consistiu num momento de muita felicidade para todos nós da Comissão Organizadora dos Registros Históricos. Negadinha é uma pessoa muito respeitada e querida por todos”, analisou o vereador e presidente da Comissão, Capacete. O chefe de gabinete do vereador Mário Coraíni Júnior (PTB), Milton Martins, acompanhou toda a gravação do depoimento e confirmou o quanto Negadinha é querido e respeitado entre os árbitros de Marília. Milton foi árbitro ao lado de Negadinha por 25 anos. “Quero cumprimentar o vereador Capacete e toda a Comissão dos Registros Históricos por homenagear pessoas que representam a nossa várzea, aquela várzea vencedora, criativa, digo até mesmo aquela várzea romântica. Sidney é um dos pilares sobre os quais está várzea se manteve”, frisou.

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