Enfim a verdade, a Casa não estava arrumada

Serviços públicos afundaram literalmente na Administração Vinícius Camarinha (PSB). Foto: Marília Notícias.
Serviços públicos afundaram literalmente na Administração Vinícius Camarinha (PSB). Foto: Marília Notícias.

Durante todo o período eleitoral e pré-eleitoral o prefeito Vinícius Camarinha (PSB) repetia incansavelmente “Agora, com as finanças equilibradas e a casa arrumada poderemos avançar”. Claro que um bom observador do cotidiano da cidade percebe que é uma frase de efeito para que, dita várias vezes, levasse o cidadão a se convencer de que ela refletia a verdade sobre a cidade.

Mas, para aqueles que por acaso se deixaram levar pela tática criada por Joseph Goebbels, que foi o Ministro da Propaganda Nazista durante o regime ditatorial de Adolph Hitler e que consagrou o seguinte lema: “uma mentira repetida à exaustão se torna verdade”, a verdade acabou sendo revelada após o fechamento das urnas. Essas deram a vitória ao candidato da oposição Daniel Alonso (PSDB), que logo constatou:

“A casa não estava tão arrumada assim ou, na melhor das hipóteses, foi arrumada com material de quinta qualidade”, afirmou Alonso.

A cidade que já estava ruim piorou, com lixo sem ser recolhido, falta de remédios em postos de saúde, merenda escolar deficitária, ruas esburacadas, obras de infraestrutura paradas, frota sucateada, demanda de vagas em escolas, creches e berçários acima da capacidade da rede municipal de ensino por falta de investimento na estrutura da mesma. Falta de itens básicos como papel higiênico nas escolas e repartições, atrasos no pagamento de servidores, de alguns fornecedores e de entidades conveniadas.

Confissão de casa desarrumada

A confissão de que a casa está desarrumada veio em forma de projetos enviados no ocaso da Administração solicitando à Câmara Municipal autorização para parcelamento de dívidas não cumpridas em seu mandato. Juntaram-se aos parcelamentos das dívidas do DAEM com a CFL (aproximadamente R$ 13 milhões) e com a Unimed (R$ 5 milhões) , as dívidas com a Empresa de Saneamento Replan (R$ 7.250milhões), Maternidade Gota de Leite ( R$ 9.991milhões), Santa Casa (R$ 1.477 milhões) e ABHU (Associação Beneficente Hospital da Unimar) (6.069 milhões).

Não acabou, também havia entre os projetos o pedido de autorização para parcelamento da dívida com o IPREMM (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais e Marília) que, em um descuido dos vereadores de situação, aprovaram pedido de vistas do projeto formulado pelo vereador Wilson Damasceno (PSDB) por não ter recebido informações antecipadas sobre os projetos que seriam votados naquela sessão. Este projeto deverá ser votado em nova sessão extraordinária estrategicamente convocada.

Enfim, basta uma pequena pesquisa nas Secretarias municipais que descobrimos que a casa está na verdade ruindo. O próximo prefeito assumirá o que podemos chamar de uma “massa falida”, com uma dívida triplicada na atual gestão de Vinícius Camarinha.

Isto nos leva à outra mentira que tentam transformar em verdade pela repetição. A mentira de que está entregando uma cidade melhor do que pegou. Não, não é verdade, hoje em dia temos a internet que permite ao cidadão pesquisar e descobrir a verdade. E a verdade é que Daniel Alonso está pegando uma cidade em uma situação pior, bem pior do que qualquer um dos seus antecessores.

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