15 de December de 2018

Uma Corregedoria séria também investiga as compras de radares

A empresa vencedora foi a DCT Tecnologia.

Corregedoria e Ouvidoria do município de Marília.
Corregedoria e Ouvidoria do município de Marília.

Hoje, parece ser questão de vida ou morte para a Gestão Daniel Alonso (PSDB) levar adiante um processo licitatório já considerado viciado pela própria Gestão Daniel Alonso em 2017. O objeto é a contratação de uma empresa destinada a implantar serviços de radares em Marília.

Inclusive em 2015, na gestão de Vinicius Camarinha (PSB), foi realizado o pregão e a empresa vencedora foi a DCT Tecnologia. Entretanto, há uma pedra na tentativa de Daniel e do presidente da Emdurb Valdeci Fogaça (PSDB) em retomar esse processo.

O presidente da Câmara, o delegado Wilson Damasceno (PSDB), entrou com uma representação junto ao Ministério Público pedindo a suspensão do procedimento de contratação. Além disso, ele pede a investigação de pelo menos três possíveis erros ou vícios na contratação da empresa de radar.

  • a confusão entre prefeitura e Emdurb na gestão da licitação, com atos dos dois órgãos no processo,
  • a validade de uma decisão que anulou seis meses depois um ato da própria Emdurb para revogar a licitação, e
  • os valores cobrados pela empresa DCT Tecnologia.

Sobre esse último ponto – os valores cobrados pela DCT Tecnologia –, a Matra (Marília Transparente) fez um levantamento e comparou os preços entre os serviços oferecidos em Sorocaba e os que deverão ser oferecidos em Marília. Há indícios de supervalorização na contratação dos radares em Marília.


Leia também,

Corregedoria investiga compra de placa denunciada por “inimigo político” de Daniel

De acordo com a Matra, em Marília o orçamento fechado com base na Licitação de 2015 é de aproximadamente R$ 2.1 milhões (de acordo com a Emdurb) – que inclui até 81 equipamentos e os sistemas necessários à sua operação. Em Sorocaba, com número maior de radares (160 câmeras) e de habitantes, o serviço custa R$ 1.8 milhão.

Vejam só. A Corregedoria abriu hoje Sindicância sob suspeita de superfaturamento de compra de um painel. Quem levantou a suspeita foi Rabih Nemer, então presidente da Emdurb.

Assim não seria o caso de a Corregedoria abrir uma outra Sindicância para verificar a contratação da DCT Tecnologia pelo atual presidente, Valdeci Fogaça?

Parecem fortes os indícios de supervalorização na contratação de 81 equipamentos para a monitoria via radares em Marília.

A trajetória de Valdeci Fogaça

Amigo fiel do procurador geral do município Alyson Souza e Silva (PSDB), o atual presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça (PSDB) foi calgando status e poder na autarquia municipal.

Primeiro, Fogaça entrou lá com um cargo comissionado no início de 2017.

Segundo, ele deu um salto após a saída de Rabih Nemer, logo em janeiro de 2017. Rabih e Alyson se desentenderam no começo da Gestão. Um áudio de Rabih enviado ao procurador do município foi misteriosamente vazado para a população. Um fora.

Terceiro, com a saída de Rabih, assumiu Vicente Moraes (PSDB). Entretanto, uma estranha denúncia na Promotoria Estadual sobre nepotismo fez com que Vicente também deixasse a Emdurb. Dois fora.

Com o caminho se abrindo e com o apoio de Alyson, após um tempo sob a presidência do chefe de gabinete Márcio Spósito, a Emdurb foi parar nas mãos de Fogaça.

Entre na conversa...