24 de June de 2019

MPF afirma que UPA da zona norte só foi inaugurada devido a sua atuação

Após muito atraso na entrega e ação do MPF, UPA apresentou problemas na largada. Foto: Matra.
Após muito atraso na entrega e ação do MPF, UPA apresentou problemas na largada. Foto: Matra.

O MPF (Ministério Público Federal) em Marília afirmou no site do órgão que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) localizada na zona norte da cidade foi inaugurada mediante sua atuação. A UPA foi aberta oficialmente no último sábado (14), um ano após o término da construção do prédio. As obras chegaram a ser abandonadas, mas eram acompanhadas de perto pelo MPF.

De acordo com a nota, “em janeiro de 2016, a Procuradoria da República no Município de Marília havia recomendado ao prefeito da cidade, Vinicius Almeida Camarinha, e ao então secretário de Saúde do município, Danilo Bigeschi, que tomassem providências necessárias para que a UPA fosse entregue em fevereiro. Os citados na recomendação, após vários atrasos, cumpriram o recomendado e anunciaram para este sábado a entrega da unidade de saúde”.

Ainda segundo o órgão, “o procedimento foi aberto para apurar problemas que impediam o funcionamento da unidade, como infiltrações na construção e falta de pagamento dos serviços de vigilância. O município recebeu os repasses finais do Ministério da Saúde em novembro de 2015 e, conforme estipulado, tinha três meses para concluir a UPA”.

A construção da UPA esteve paralisada desde novembro de 2011, mas foram finalizadas em maio do ano passado, após diversas medidas adotadas pelo Ministério Público Federal, como a realização de reuniões com as administrações municipal e federal e a empresa contratada.

“Apesar da inauguração da unidade de saúde, o trabalho do Ministério Público Federal não se encerrará agora. Segundo o procurador da República Célio Vieira da Silva, responsável pelo caso, será realizada uma inspeção na UPA e o MPF aguarda ainda cópia do contrato firmado com a OS Unimar, que será a operadora da unidade, para analisar se a terceirização dos serviços está sendo feita dentro da legalidade”, aponta a nota.

A UPA deverá funcionar todos os dias e pode ajudar a resolver grande parte das urgências e emergências. Além disso, oferecerá com raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam com esse serviço, 97% dos casos são solucionados na própria unidade.

Problema na largada

Matéria de capa no Jornal da Manhã de ontem, terça-feira (17), destacou, “No 2º dia, UPA da zona Norte já conta com reclamações”. De acordo com o jornal impresso, “Em seu segundo dia de atividades, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) já está gerando reclamações entre os moradores de Marília. Os principais motivos são a demora no atendimento, a falta de preparo dos funcionários, a má iluminação e a má ventilação do prédio da nova unidade de saúde situada na zona Norte”.

Já o jornalista Hailton Medeiros, do Programa Hora H, afirmou que as queixas também estão ocorrendo pelas redes sociais. “Uma [queixa] dá conta da falta de aparelho de Raio X na UPA, o que seria obrigação contratual da Prefeitura com a gestora/operadora da unidade, a Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), da Unimar”. De acordo com um dos usuários do sistema, em sua página no Facebook, “Os pacientes estão sendo encaminhados para o Hospital da Unimar para exames de Raio X, depois de esperarem por atendimento em longas filas.”

O jornalista ainda se pergunta se não teria sido melhor investir mais na UPA ao invés de “gastar um dinheirão com festa, discursos, bexigas, palco e show de cantoria”.

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