9 de December de 2019

Funcionários dos Correios entram em greve; em Marília paralisação atinge 60%

PARALISAÇÃO

Funcionários dos Correios fazem passeata, em Bauru - Foto: Reprodução/Internet

Cerca de 60% dos 100 trabalhadores dos Correios em Marília cruzaram os braços nesta quarta-feira (16), se juntando ao movimento iniciado em todo o Brasil. Segundo o portal Marília Global apurou, em todo o Brasil o índice de paralisação chega a 50%. A previsão dos grevistas é de que dentro de alguns dias comece haver problemas na distribuição de cartas, encomendas e telegramas. Atualmente os trabalhadores estão priorizando apenas a entrega de correspondências, para evitar transtornos com relação ao pagamento de faturas.

Os servidores querem reposição salarial de 9% e aumento real de outros 10%, além de outros benefícios. A assessoria de imprensa dos Correios informou que estão operando com normalidade em todo o Brasil. As agências estão abertas e os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis, com exceção dos serviços com hora marcada interestaduais.

Segundo nota enviada pela assessoria, “no interior do Estado de São Paulo, 93% do efetivo dos Correios esteve presente e trabalhou na quarta-feira (16) — o que corresponde a 12.889 empregados. Do total de 5.051 carteiros que deveriam trabalhar hoje nas localidades em que há paralisação, 767 não compareceram (15,2%)”, afirma a nota.

Dissídio

Os Correios ingressaram, no final da tarde de quarta-feira (16), com ação de dissídio coletivo junto ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Com isso, a empresa retoma sua última proposta aos trabalhadores que propõem um reajuste de 6% nos salários, sendo 3% retroativos a agosto e 3% em janeiro de 2016, além de outros itens. A decisão ficará a cargo do TST.

Os trabalhadores decretaram greve na noite de terça-feira (15) em diversos estados e cidades do país, que são representados por sindicatos locais e regionais. Segundo os Correios, 19 sindicatos decretaram greve: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Tocantins, Brasília (DF), região metropolitana de Belo Horizonte, região metropolitana de Porto Alegre, região metropolitana de São Paulo, Bauru (SP), Campinas (SP), São José do Rio Preto (SP), Vale do Paraíba (SP).

De acordo com os Correios, 17 sindicatos não deflagraram paralisação: Acre, Pernambuco, Roraima, Goiás, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Sergipe, Santa Maria (RS), Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP). “A empresa tomou a iniciativa [de ingressar com dissídio] devido à divisão dos trabalhadores em relação à proposta de acordo coletivo apresentada pelo vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra, na última sexta-feira.

Na noite de ontem, dos 36 sindicatos dos Correios no país, 17 decidiram não deflagrar paralisação, sendo que 16 aceitaram a proposta do TST. Não houve, portanto, maioria suficiente para a assinatura de acordo”, explicou a empresa, em nota.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores, estão a reposição da inflação mais um aumento de 10% de ganho real, a manutenção das condições do plano de saúde da categoria, a realização de concurso público imediato e a contração de 1.500 trabalhadores.

Os Correios informaram que a proposta apresentada pelo TST previa um reajuste equivalente a cerca de 20% do salário inicial do agente de Correios, em forma de gratificação, equivalente a um reajuste linear de R$ 200.

Segundo a empresa, o reajuste médio dos empregados dos Correios no período 2011-2014 foi de 36%, para uma inflação de 27,3% no mesmo período. Além disso, de acordo com os Correios, os carteiros recebem vale-alimentação mais cesta básica de cerca de R$ 1.000 mensais, adicionais de atividade, plano de saúde, auxílio-creche e babá, bolsas de estudo e vale-cultura.

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