Ambiente econômico: confiança do setor supermercadista é baixa

Cerca de 54% dos empresários do setor estão pessimistas em relação ao momento econômico

Com a alta dos preços, consumidor opta pela mudança de hábitos de compra nos supermercados de Marília e região
Com a alta dos preços, consumidor opta pela mudança de hábitos de compra nos supermercados de Marília e região

 

A menor parte dos empresários do setor supermercadista, cerca de 12,6%, mostrou-se otimista em relação ao ambiente econômico atual e futuro, de acordo com a Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo (PCS/APAS), encomendada pela Associação Paulista de Supermercados. O total de pessimistas atingiu 54,7%, o que aponta um cenário de confiança em níveis baixos, refletindo o momento econômico e político vivenciado atualmente no Brasil.

Entre os itens pesquisados, na maioria os empresários demonstraram baixo ou nenhum grau de otimismo. Isso pode ser verificado, por exemplo, em relação à taxa de inflação, que registrou otimismo nulo, ou de 0%. Conforme explicou o economista Rodrigo Mariano, gerente do departamento de Economia e Pesquisa da APAS, nenhum dos empresários acredita que a inflação seja reduzida no curto prazo. “A inflação elevada e persistente, aliada ao desempenho fraco da atividade econômica, afeta o otimismo dos empresários, que desde meados de 2013 demonstram baixo nível de confiança na economia brasileira”, comenta.

Momento atual

Com relação ao momento atual, o otimismo do setor atingiu 12,7% e o pessimismo 55,5%. Este cenário é reflexo de um momento de extrema falta de confiança na condução da política econômica, que tem gerado elevação do desemprego, impactado na vida cotidiana das famílias e refletido a crise política instalada no Brasil.

Momento futuro

No que diz respeito à expectativa em relação ao futuro, a pesquisa apontou 12,6% de otimismo contra 53,9% de pessimismo. A neutralidade das opiniões ficou em 33,5%.

O economista destacou que, por mais um mês, o indicador de otimismo em relação à expectativa futura foi inferior à percepção atual (12,6% contra 12,7%).

“Observamos não apenas um baixo nível de confiança, mas também de esperança, já que o indicador referente à expectativa futura para a economia brasileira apresenta resultados similares ao indicador geral”, disse.

Para a APAS, a inflação elevada reduz o poder de compra das famílias e inibe a retomada do consumo, com reflexos na desaceleração das vendas nos supermercados e, consequentemente, o aumento do desemprego. “O remédio amargo buscado para uma retomada do crescimento econômico tem afetado de modo negativo as vendas dos supermercados e esse é o preço que os empresários do setor e os consumidores estão pagando pelos anos de má condução da política econômica do país”, finaliza.

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