18 de October de 2018

Pagamentos fora de ordem cronológica podem complicar Daniel Alonso

Daniel é alvo de investigação do Ministério Público

Vanderlei e Daniel são acusados de receber benesses do fornecedor de faixa.
Vanderlei e Daniel são acusados de receber benesses do fornecedor de faixa.

A Matra (Marília Transparente) repercutiu em seu site sobre a Ação Civil Pública de Responsabilidade por Improbidade Administrativa proposta, recentemente, pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Os alvos do MPE são o atual prefeito, Daniel Alonso (PSDB), e o ex-Assessor Especial de Assuntos Estratégicos, Vanderlei Dolce. Atualmente ele ocupa o cargo de Secretário do Meio Ambiente e Limpeza Pública.

Para a Matra, a acusação do MPE fornece indícios de que algo de podre possa estar acontecendo por trás das inversões das ordens cronológicas dos pagamentos efetuados pela Prefeitura local.

Aliás, a inversão de ordem cronológica constitui um velho vício que vem das gestões anteriores e se repete na atual. Porém, no caso de Daniel pode haver uma grave complicação. A Matra relata o caso assim:

Num depoimento ao Ministério Público o dono de uma empresa prestadora de serviços de confecção de faixas e adesivos para a Prefeitura, declarou ter confeccionado, gratuitamente, várias faixas publicitárias, alusivas aos primeiros cem dias do atual governo municipal, como gratidão, pelo pagamento de serviços realizados ao governo anterior (2013/2016), pagamento este, realizado com a interferência direta ou indireta, de Vanderlei Dolce.


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O que iniciou a investigação do MPE foi uma suposta manipulação dos resultados da pesquisa. Todavia, o MPE chegou em algo ainda mais sério: a troca de favores entre autoridade pública e a prestadora de serviços, com fortes indícios de crime de uso indevido da máquina pública mediante a alteração da ordem cronológica dos pagamentos. 

Dentro do esquema que o MPE acusa Daniel e Vanderlei, é preciso a conivência do Secretário da Fazenda, Levi Gomes, que coloca a data de pagamento dessa empresa na frente de outros fornecedores sem justificativa plausível para tal decisão.

Repetição de erros do passado no presente

Foi constatado que só no ano de 2017 – ano da tal “gratidão” – a mesma empresa recebeu da Gestão Daniel dezenove pagamentos fora da ordem cronológica, somando-se quase R$ 80 mil.

Entretanto, o “caso da faixa” não é o único. Segundo levantamento da Matra, somente no mês de agosto de 2017 a Gestão Daniel efetuou pagamentos fora da ordem a:

  • empresa de locadora de caminhões de lixo;
  • fornecedora de cestas básicas;
  • peças automotivas e
  • instalação de um mastro.

Aliás, a lista de empresas beneficiadas com o pagamento fora da ordem é enorme, encerra a Matra.

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