Como foi minha night na sessão da Câmara “10 x 3” dos Vereadores

Músico, professor e empresário Sayer Aurélio. Foto: Facebook.
Músico, professor e empresário Sayer Aurélio. Foto: Facebook.

Jô Soares disse uma vez que “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”.

Mais do que a impunidade, mais do que estarmos vivenciando tempos de dificuldade, impeachment, dólar e juros altos, desemprego, desigualdade, nada me deixa mais frustrado do que assistir na Câmara de nossa cidade o repetitivo placar de 10 x 3.

Mais uma vez estive presente na sessão semanal da Câmara. Como toda Sessão que envolve temas polêmicos, tudo flui para que a população esteja cada vez mais longe dos seus representantes.

Logo na chegada, fomos instruídos à ocupar a parte superior do plenário, pois a parte inferior da tribuna seria apenas destinada à imprensa e funcionários. Redundante dizer que a mesma estava praticamente vazia e tudo passou como mais uma manobra do presidente Herval Seabra.

Como todos imaginam, o ultrajante placar se repetiu em favor da situação, que votaram contra o pedido de CP (Comissão Processante) protocolado pelo funcionário público estadual Antonio Vieira, do PV. Ele queria que os legisladores apurassem se houve improbidade por parte do prefeito Vinícius em relação ao caso de violência contra andarilhos, cometido pelo seu secretário municipal Hélio Benetti e mais três. Óbvio, mais uma vez os 10 vereadores não exerceram suas obrigações de fiscalizar e foram na contramão da Justiça, que já condenou os réus em primeira instância.

Logo que a CP foi rejeitada pela maioria, uma parte da população presente bateu palmas em ironia à votação, e foi citado aos gritos palavras como: “vergonha”, “esperem até 2 de outubro” e coisas do tipo. O presidente da casa lançou aquele olhar de repúdio contra essas pessoas, como se reprovasse a presença das mesmas. Após os gritos, eles se retiraram sem nenhuma confusão.

Na sequência a Câmara voltou aos trabalhos normais, alguns poucos vereadores de consciência limpa, outros de “dever” cumprido, outros tantos, acreditem, puderam voltar a jogar “Candy Crush” em paz, bater papo no WhatsApp e solicitar aquele cafezinho quente.

Mais uma vez fomos goleados.

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