19 de August de 2018

Acim sugere cautela na contratação de temporários

Para orientar quem deseja formalizar seu negócio, o Escritório Regional (ER) do Sebrae-SP em Marília promove neste mês a palestra “Como se tornar Microempreendedor Individual”.
Comprar de micro e pequenas empresas aquece o mercado - Foto/Divulgação

O vice presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Adriano Luiz Martins, sugere cautela aos comerciantes associados da entidade na contratação de trabalhadores temporários para o fim de ano no comércio varejista, que no Estado de São Paulo deve atingir o menor número desde 2008, período influenciado pelas incertezas geradas pelo estouro das crises internas e externas. A expectativa é de que as contratações não ultrapassem 15 mil diante dos 25 mil postos criados em 2014, e de que também haja menos contratos efetivados se comparados com o volume do mesmo período do ano anterior. “O momento é investir na criatividade, na forma de pagamento e no baixo custo”, apontou o dirigente que mesmo com o clima incerto acredita que as vendas serão boas. “Isto não quer dizer diretamente que serão melhores”, disse inseguro.

[contextly_auto_sidebar]A expectativa de menor contratação e efetivação de temporários está diretamente relacionada às projeções de queda das vendas. Em relação ao faturamento real do varejo paulista, a projeção para 2015 é de que registre retração de 6%. As informações compõem um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. “A criação de vagas para as festas de fim de ano normalmente tem início em outubro e ganha força em novembro”, disse o vice presidente da associação comercial, ao lembrar que novembro é o mês que historicamente registra a maior geração líquida de vagas formais (mais admissões e menos desligamentos) no varejo paulista.

De acordo com os números, a efetivação de contratos temporários na virada de 2014 para 2015 já foi bastante fraca, uma vez que o saldo acumulado entre outubro de 2014 e janeiro de 2015 foi negativo pela primeira vez na série histórica (iniciada em 2008), e contou com a eliminação de mais de 4 mil vagas, reflexo do desaquecimento das vendas do comércio e das perspectivas preocupantes que já se desenhavam para 2015. Levantamento da federação do comércio aponta que de janeiro a julho já foram eliminadas 57.259 vagas no comércio varejista do Estado. Além disso, é a primeira vez, desde 2008, que houve eliminação de postos de trabalho no varejo em todos os meses do ano até julho, inclusive nos períodos com datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Mães e dos Namorados, quando o movimento e as vendas do comércio são relativamente mais altos.

Entre as causas dos desligamentos estão a queda das receitas somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas, que levam os empresários do comércio a reduzirem despesas, o que, em muitos casos, significa diminuição do quadro de funcionários. “Não é o desejo do empresário, que sabe que tendo uma equipe menor, maiores os acúmulos de trabalho, responsabilidade e estresse na equipe”, disse com experiência própria.

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