14 de December de 2018

Sobram vagas na Famema para vestibulandos das escolas públicas de ensino médio

Medicina e Enfermagem da Famema são destaques no Guia do Estudante 2014
Fachada do prédio da Faculdade de Medicina de Marília, Famema. Foto: Divulgação.

O baixo número de vestibulandos aprovados nos cursos da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) em 2016, por meio do Pimesp (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista), se deu por falta de pontuação mínima dos candidatos. A informação é da diretora de graduação da instituição, doutora Maria de Lourdes M. Botta Hafner, em resposta a um requerimento encaminhado pela deputada estadual Márcia Lia (PT) à diretoria no mês de maio.

A solicitação foi feita após reclamação de candidatos não aprovados, alegando que a instituição não estaria cumprindo com as normas do programa de inclusão, que beneficia alunos egressos de escolas públicas.

Segundo o Pimesp, a Faculdade teria que destinar 15% de suas vagas para candidatos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e Médio ou a Educação de Jovens e Adultos em escolas públicas.

O curso de Enfermagem tem 40 vagas no total, de forma que seis seriam destinadas ao Pimesp. Já Medicina tem 80 vagas ao todo, sendo 12 para candidatos oriundos da rede pública. No entanto, este ano, apenas dois candidatos preencheram vaga para Medicina pelo Pimesp.

A resposta da diretora de graduação diz que os demais candidatos não alcançaram a pontuação mínima exigida pelo Sistema Famema/Pimesp, que é calculada a partir da maior nota dentre todos os candidatos. No caso de Enfermagem, esse número é multiplicado por 70 e dividido por 100. Para Medicina, multiplicado por 90 e dividido por 100. Só é considerado apto o candidato que atingir nota igual ou superior a esse valor.

Sobre o questionamento de estar ou não cumprindo as normas do Pimesp, a diretora de graduação observa que cabe à Congregação da faculdade deliberar sobre a forma de ingresso dos candidatos, segundo a legislação vigente e o regulamento interno da instituição. E que esse método constava no item 5.5 do Edital do Vestibular 2016, publicado na página da Fundação Vunesp, ou seja, era informação pública e “explícita”.

Ainda de acordo com o item 5.5.2 do Edital do Vestibular, as vagas remanescentes da inexistência de classificados por meio do Pimesp foram destinadas à lista de classificação geral do vestibular.

“O edital do Vestibular definiu as regras do Pimesp, nos termos de deliberação da Congregação da Famema, não caracterizando, desse modo, qualquer ilegalidade. Ao contrário, trata-se de cumprimento de regras previstas no Edital do Vestibular, em atenção aos princípios constitucionais, em especial o princípio da isonomia,” diz o texto da resposta.

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