18 de July de 2019

Planejamento estratégico da Santa Casa reafirma visão e destaca sustentabilidade econômica

Cenário adverso no financiamento da saúde e na economia impõem novos desafios e torna mais evidente o protagonismo da gestão da qualidade.

Um documento escrito a muitas mãos, elaborado após análise de indicadores e de tendências nas áreas da saúde e da economia, do contexto político-social e dos diferentes cenários para os próximos três anos será a base para a administração da Santa Casa de Marília até 2018. Trata-se do Planejamento Estratégico, que na prática funciona como um plano de trabalho construído e acompanhado por diferentes setores, com tempo determinado e metas objetivas.

Para a elaboração do texto final, o hospital realizou a Oficina de Planejamento Estratégico 2015-2018, promovida nos dias 28 e 29 deste mês. Foram mais de 15 horas de trabalho em equipe, com envolvimento de diretores, coordenadores, encarregados, gerentes e parceiros, incluindo corpo clínico.

A abertura foi feita pelo 2ª Vice Provedor, Luis Antônio Orlando. No primeiro turno da oficina, o grupo se concentrou na explanação e na análise dos cenários. Como facilitadora, a superintendente do hospital, Kátia Ferraz Santana, apresentou indicadores demográficos, econômicos e epidemiológicos. Os funcionários e parceiros contribuíram para o debate abordando as perspectivas com base nos dados atuais, projeções e experiências técnicas em cada área.

Antes da parte prática da oficina, o consultor Jackson Vilela, apoiador da Santa Casa de Marília por meio do programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos – CPFL Energia/Cealag (Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (Cealag), apresentou o referencial teórico e o modelo escolhido para o Planejamento Estratégico do hospital – a matriz BSC Balanced Score Car.

Todas as propostas levam em consideração a sustentabilidade econômica da instituição, preservando a missão de promover a saúde com dedicação, qualidade e humanização, valorizando a vida.

Para a diretoria, o investimento deve ser focado no crescimento e aprendizado do seu contingente de pessoal e de parceiros, na melhoria dos processos de trabalho, além de seus clientes, mercado e sociedade. O objetivo é manter a Santa Casa de Marília um eficiente aparelho de saúde, preparado para enfrentar o momento de retração que o país atravessa, fortalecendo-o para um possível crescimento de médio e longo prazo.

Além do planejamento estratégico, a instituição também trabalha no Relatório de Atividades 2015 e prepara a publicação do balanço financeiro do exercício. No último dia 04 (quinta-feira), a diretoria apresentou à imprensa o Resultado da Produção SUS – 2015.

Durante o ano, a instituição recebeu R$ 40.651.503,71 para prestar atendimentos pelo SUS, por meio de pactuação com o gestor público de Saúde e incentivos do município, Estado e União.  Deste montante, até o dia 31 de dezembro a Santa Casa ainda não havia recebido R$ 967.226,00.

Além disso, o hospital também não havia recebido os R$ 3.522.838,98, referentes ao chamado extra-teto, pelos procedimentos de Alta Complexidade e de urgência, autorizados e realizados acima do volume contratado pelo SUS.

“Esta foi uma situação (extrateto e não recebimento parcial dos incentivos) que não estava prevista no Planejamento Estratégico anterior. Mas, justamente por termos feito o Planejamento Estratégico e termos mantido uma gestão de qualidade, conseguimos evitar um colapso. Esperamos que essa situação se reverta, para que possamos enfrentar os grandes desafios da saúde”, finalizou o provedor, Milton Tédde.

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