Agronegócio: Engenheiros agronômicos são fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio paulista

Em um país de economia fortemente agropecuária como o Brasil, o agrônomo é peça-chave para esse crescimento - Foto: Divulgação

Desenvolver e implantar projetos para fomentar o desenvolvimento do setor agropecuário. Atuar no combate de pragas, adubação, projetos de irrigação, conservação do solo e água, além de controlar a qualidade de produtos agrícolas, etc. Essa é a atuação dos engenheiros agrônomos, ou somente agrônomo, profissionais que comemoram seu dia em 12 de outubro, responsáveis por conceber e orientar a execução de trabalhos relacionados ao agronegócio.

Na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, existem cerca de 830 engenheiros agrônomos, de um universo de 25.709 profissionais registrados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), que atuam na extensão rural, orientando o produtor para executar trabalhos relacionados à produção agropecuária, que pesquisam e aplicam conhecimentos científicos e técnicos de manejo e práticas para aumentar a produtividade no campo, e que atuam para garantir a sanidade agropecuária em todo o território paulista.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, o agrônomo está presente em todos os processos de produção de alimentos de origem vegetal e animal, visando diminuir o custo de produção, melhorar a qualidade e incrementar a produtividade.

“São profissionais que pensam na agricultura não apenas do ponto de vista econômico e produtivo, mas também fazer uma agricultura harmônica com o meio ambiente, pois atendem diretamente as diretrizes do governador Geraldo Alckmin de diminuir a distância entre o conhecimento e o campo; garantir a saudabilidade dos alimentos; e apoiar o pequeno e médio produtor”, disse o titular da Pasta.

“A qualificação do engenheiro agrônomo é muito ampla, pois ele trabalha com a interação de todos os elos da cadeia produtiva, sendo capaz de planejar e executar serviços relativos à produção e exploração dos recursos naturais, desenvolver técnicas de combate às pragas que assombram nossa produção e aumentar a produtividade no campo”, complementou Arnaldo Jardim.

Extensão rural

Diminuir a distância entre a extensão rural e o homem do campo. Esse é o trabalho que os agrônomos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) desenvolvem há 49 anos, fazendo a ligação do conhecimento com os produtores rurais, levando inovação e as melhores técnicas de produzir, fazendo com que todos possam melhorar sua atividade.

Distribuídos nos 40 Escritórios de Desenvolvimento Rural e nas 594 Casas da Agricultura em todo o Estado, os 481 agrônomos da Cati são responsáveis pelo trabalho de orientação e resolução de dificuldades no campo, de incentivo da atividade, de respeito ao meio ambiente e de parceria com o agricultor.

Os agrônomos da Pasta são responsáveis por orientar os produtores rurais a desenvolverem as propostas aprovadas pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, que é uma ação emancipadora do Governo do Estado de São Paulo para promover o desenvolvimento rural sustentável e a competitividade agrícola paulista, visando o aumento das oportunidades de emprego e renda para os agricultores familiares.

O coordenador da Cati e engenheiro agrônomo João Brunelli Júnior ressaltou a importância da profissão. “Vejo a profissão do engenheiro agrônomo como uma das mais nobres que existem. A agronomia e a extensão rural possibilitam o trabalho direto com dois bens preciosos: o homem e a natureza. Melhorar a qualidade de vida e colaborar para a satisfação dos produtores rurais é um grande privilégio. Este é um dia sagrado para os agrônomos e deve ser muito comemorado”, destacou.

Pesquisa

A ciência no agronegócio busca mais qualidade, maior produtividade, norteada pelos princípios da sustentabilidade. Os serviços de pesquisa abrangem uma ampla gama de diagnósticos, cobrindo desde insumos da produção rural, como os resíduos e pesticidas para desenvolver controles biológicos e utilizar, de forma responsável, os agroquímicos nas produções, técnicas de conservação de solo e de água, aumento da produtividade no campo, até análises de alimentos prontos para o consumidor final.

Algumas análises são fundamentais para a importação e exportação de produtos pelo Brasil, como a sanidade animal e vegetal para detectar pragas e doenças em animais e plantas, a tecnologia de embalagens e produção artesanal e industrial de alimentos para garantir a segurança alimentar.

Para lidar com os desafios, é importante que os agrônomos estejam preparados e atualizados sobre as consequências de seu trabalho no campo. O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o engenheiro agrônomo Orlando Melo de Castro, afirmou que essa é uma profissão fundamental para atender a demanda do setor de produção e do produtor rural. “É por meio de sua atuação que muitas tecnologias e inovações são geradas e transferidas aos produtores rurais”, disse.

Atualmente, a Apta conta com 636 pesquisadores científicos, sendo 181 deles formados em Agronomia. “Na nossa área, o engenheiro agrônomo tem uma atuação diferente, voltada para o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia nas mais variadas culturas agrícolas, sistemas de produção e engenharia de processamento”, comentou Castro.

A pesquisa científica é uma área altamente especializada e exige formação constante dos profissionais que se envolvem nesta atividade. Na Apta, 53% dos pesquisadores têm doutorado e 12% mestrado.

Para contribuir também para esta formação, cinco dos seis institutos de pesquisa ligados à Apta oferecem curso de pós-graduação e MBA em Fitossanidade, oferecidos a engenheiros agrônomos e outros profissionais ligados ao agronegócio que queiram ou não seguir a carreira acadêmica. “Nossos cursos têm perfil prático e, por essa característica, têm conquistado alunos que queiram se especializar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo”, ressaltou o coordenador.

Sanidade

O engenheiro agrônomo trabalha com o combate às pragas, adubação e conservação do solo, para aumentar a produtividade de alimentos e de produtos para a exportação.

O trabalho dos 142 agrônomos desenvolvido em parceria com os médicos veterinários da Secretaria contribui para proteger a saúde dos animais e vegetais e propiciar a qualidade sanitária dos produtos industriais derivados, promovendo a sustentabilidade desses setores e a segurança alimentar da sociedade, como explicou o coordenador de Defesa Agropecuária, Fernando Gomes Buchala.

“Especiais são os engenheiros agrônomos desta casa que, no desempenho de suas funções, do solo fértil fazem brotar o alimento para a nação e contribuem para preservar o solo agrícola e o meio ambiente, coroando o ciclo produtivo zelando pela sanidade das culturas e dos alimentos que chegam à mesa do consumidor” comentou o coordenador.

“Em um País de economia fortemente agropecuária como o Brasil, o engenheiro agrônomo é peça-chave para esse crescimento. Dia 13 de setembro: Dia Mundial do Agrônomo. Parabéns a todos os profissionais que fazem deste setor ser a engrenagem da nossa economia e nosso desenvolvimento social”, comemorou Arnaldo Jardim.

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