20 de July de 2019

Em 2014 dívida ativa cresce 17% em sete meses

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, presidente da ACIM
Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim.

Levantamento dos dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), chamou atenção do presidente da entidade, Libânio Victor Nunes de Oliveira em razão do elevado índice de crescimento na ordem de 17% na inadimplência, entre a dívida ativa de devedores no comércio nos sete meses do ano de 2014. De acordo com o monitoramento mensal da instituição de análise de crédito, são R$ 2.514.451,58 de montante financeiro que deixa de circular entre as lojas da cidade. “Nos últimos cinco anos temos uma inadimplência no valor de R$ 14.284.716,16”, disse em tom de preocupação o presidente da associação comercial.

No levantamento feito, os dados apontam para 5.556 devedores somente neste ano, com 8.398 dívidas existentes nos primeiros sete meses do ano de 2014. No acumulado dos últimos cinco anos os números apontam para 27.800 devedores com 52.709 dívidas existentes. “Uma pessoas com CPF tem mais de uma dívida”, justificou Libânio Victor Nunes de Oliveira que se diz surpreso com os números. “Se em cinco anos a dívida chega a mais de R$ 14.200.000,00, isso dá entorno de menos de R$ 3.000.000,00”, ao ano”, comparou. “Em meio ano de 2014 já superamos R$ 2.500.000,00”, destacou. “Isso projeta que este ano “pode” chegar a R$ 5.000.000,00, quase um terço da inadimplência total”, surpreendeu-se ao analisar os números apresentados pelo SCPC da Acim e verificar que em 2014 os números da inadimplência estão crescendo rápido demais. “Isso não é um bom sinal”, alertou.

Na opinião do presidente da Acim é preciso que ambos os lados, credor e devedor, entrem num acordo. “O que não é possível, é o lojista deixar esse crédito parado”, opinou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao defender um entendimento entre o que deve e o que ficou sem a mercadoria ou serviço, e o dinheiro. “O comerciante perde duas vezes, pois, além de ficar ser o dinheiro correspondente ao produto ou serviço, ficou também sem o produto ou trabalhou sem receber”, comentou o dirigente ao sugerir entendimento através da Câmara de Arbitragem da Acim, que intermedia este tipo de acordo com validade jurídica. “Tanto o credor como devedor, qualquer um pode tomar a iniciativa do acordo”, disse o dirigente ao propor aos comerciantes com inadimplência elevada, que pensem no assunto.

Com a elevada carga tributária, o exagero de compromissos trabalhistas, tributários e fiscais, e ainda a instabilidade econômica nacional, o comerciante mediano que tiver de 3% a 5% do faturamento bruto de inadimplência, já necessita rever conceitos operacionais na política de crédito. “Nos dias de hoje é preciso ter segurança no momento de vender parcelado ou no crediário”, ensinou, “E este tipo de segurança está na análise de crédito do consumidor, em que as ferramentas do SCPC da Acim são consideradas as melhores”, disse o dirigente da associação comercial ao propor ao comerciante que, antes de vender pelo crediário, que consulte o CNPJ da empresa ou o CPF da pessoa física, para quem está vendendo, para ter menos riscos de inadimplência. “As chances são menores de ficar sem receber”, avisou.

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