20 de July de 2018

Uso indevido de prédio público pode gerar processo de impedimento

Realidade não tão distante

Prefeito do RJ Marcelo Crivella com o pré-candidato do PSD a governador, Indio da Costa.
Prefeito do RJ Marcelo Crivella com o pré-candidato do PSD a governador, Indio da Costa.

Aconteceu no Rio. Mas Marília não esta tão longe dessa realidade.

O prefeito da cidade Maravilhosa, Marcelo Crivella (PRB) esta sendo alvo de um grupo de vereadores revoltados com uma reunião ocorrida no Palácio da Cidade, sede do poder municipal.

Na quarta-feira passada (4), o prefeito reunião dezenas de lideranças religiosas evangélicas. Na pauta estava as eleições de 2018. Os vereadores, que inclui partidos de centro-direita como PSDB, de direita como o Novo e os partidos de esquerda, tentam abrir um processo de impeachment contra Crivela.

Motivos há de sobra!

  • quebra do princípio da laicidade do Estado;
  • quebra do princípio da impessoalidade na gestão da máquina pública;
  • favorecimento de determinada instituição religiosa;
  • utilização do Palácio da Cidade para campanha política;
  • abuso de poder político; e
  • campanha eleitoral fora do prazo.

Além disso tudo, na reunião, Crivella ofereceu indevidamente ajuda as lideranças religiosas. Ele se propôs a ajudar os pastores com problemas com IPTU em seus templos. O chefe do Executivo também colocou à disposição o aparelho público de Saúde do município para que as lideranças indicassem pessoas com necessidade de cirurgias de catarata e varizes.

A finalidade? Angariar fiéis. Crivella vai precisar de muita fé para se safar dos vereadores que querem o seu impedimento.

O Ministério Público do Rio de Janeiro já investiga o caso.

Marília

Em 12 de junho, o vereador Zé Luiz Queiroz (PSDB) criticou o prefeito Daniel Alonso (PDSB) pela realização de um evento político na sede do Prefeitura de Marília.

O evento, Frente Parlamentar de Duplicação para Duplicação da BR153, foi anunciado como suprapartidário para discutir a instalação de pedágio em rodovia que corta a cidade. Entretanto, ficou claro àqueles que somam 2+2=4 que o evento serviria para fazer campanha para um determinado deputado federal e para a própria filha do prefeito.

Confiram na íntegra a postagem do vereador em sua página no Facebook:

Prefeituras não são bens particulares. São mantidas com dinheiro público e não vejo com bons olhos eventos políticos partidários em seus recintos. Mesmo os “suprapartidários”, se é que isso existe. Precisamos de um mínimo de sensatez, razoabilidade e moralidade. Administração pública não é brincadeira. Cabe a mulher de César ser e parecer honesta.

Estamos num ano eleitoral, é bom lembrar! E, sim, eu sou chato, eu pego no pé, brigo pelo que entendo ser o correto, agrade ou desagrade quem for. Não entrei na política para fazer amigos, mas para zelar pelo bom uso do dinheiro público.

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