18 de May de 2019

Sessão da Câmara teve aprovação de Requerimento da oposição e discussão sobre o H1N1

Vereador Damasceno (PSDB). Foto: Camar.
Vereador Damasceno (PSDB). Foto: Camar.

A Sessão da Câmara dos Vereadores de Marilia do dia 09 contou com 66 Indicações, que é um instrumento legislativo pelo qual o vereador recebe uma reclamação popular e provoca outro órgão público à tomar providências sobre um problema de sua responsabilidade. Destas, 40 são para operação tapa buracos, ou seja, 61%.

Entre os Requerimentos que independem de discussão e votação, foram 05 votos de pesar. Entre os Requerimentos que independem de discussão, mas estão sujeitos à votação, foram 21 congratulações.

Já entre os Requerimentos que dependem de discussões e votação, a surpresa foi a aprovação sem questionamento dos vereadores de situação do Requerimento n. 0893-2016, do vereador Mário Coraini Júnior (PTB). Agora o prefeito Vinícius Camarinha (PSB) deverá prestar “informações e cópias completas de todos os originais que integram o último processo licitatório aberto, e concluído, para a aquisição de cestas básicas de alimentos, a serem entregues aos servidores públicos municipais”.

Outro vereador de oposição, Wilson Damasceno (PSDB), solicitou ao prefeito a extensão para 100% da população para ter direito a tomar a vacina H1N1, hoje prevista somente aos grupos de risco. Damasceno disse que a posição do prefeito de se recusar a fornecer a vacina H1N1 para todos os marilienses pode ser entendida como “omissão”, indicando que ele não está sensível ao problema de saúde pública. A decisão esbarra na não previsão de dotação orçamentária para comprar as vacinas.

O assunto repercutiu com a ida na tributa de dois vereadores. O primeiro foi o vereador Eduardo Nardi (PR). Ele defendeu o prefeito e reforçou a informação de que não há dotação orçamentária para esse adicional. Cícero do Ceasa (PV) também ocupou a tribuna e disse que a população está assustada e desconfiada com as informações oficiais. Ele pediu para que o prefeito não oculte informações sobre os casos de H1N1 na cidade.

A fala de Cícero, que relembra o ocorrido durante a epidemia de dengue de 2015, provocou o vereador Herval Seabra (PSB), presidente da Câmara. Ele se manifestou dizendo que a postura de Cícero em pedir para que o prefeito não omita informações dos números do H1N1 na cidade é comum em ano eleitoral. Seabra também afirmou que muitas outras inverdades devem surgir até as eleições.

Já na vez de defender o seu Requerimento, que pede a instalação do programa Centro Novo Dia na zona Oeste da cidade, Seabra aproveitou para enaltecer o interesse dos jovens pela política, se dirigindo à alguns alunos de ETEC (Escola Técnica Estadual) que acompanhavam a sessão. O vereador, que esta condenado em 1ª instância pelo desvio de mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos da Câmara de Marília, enquanto exercia a função de presidente entre 2001-03, foi contundente ao afirmar que o problema não é a política, mas a escolha dos políticos.

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