15 de December de 2018

Marcado por polêmicas, Teatro Municipal é reinaugurado em Marília

Muitos convidados oficiais não compareceram na reinauguração do Teatro. Foto: Gabriel Tedde/Marília Notícias.
Muitos convidados oficiais não compareceram na reinauguração do Teatro. Foto: Gabriel Tedde/Marília Notícias.

O Teatro Municipal “Waldir Silveira de Mello” foi reinaugurado com festa na noite de ontem (09). A solenidade oficial contou com a apresentação da Banda Sinfônica da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A festa também contou com a presença do vice-governador de São Paulo, Marcio França (PSB).

O Teatro foi e ainda é motivo de muita polêmica na cidade.

Ingressos, mas não para você

A mais recente polêmica envolve os critérios escolhidos pela Prefeitura para realizar a distribuição dos ingressos às peças, todas custeadas com dinheiro público. Apenas as três primeiras peças de destaque custaram aos cofres municipais, abastecidos pelos contribuintes marilienses, R$ 135 mil.

A grande parte dos ingressos de acesso aos espetáculos, porém, foram distribuídos à um grupo de convidados próximo ao poder local. 65% dos convites foram entregues pela Prefeitura à convidados oficiais, entre eles, membros do Judiciário, do Legislativo e do Executivo locais. O restante foi sorteado entre a população pelo site da Prefeitura.

O ato causou um mau-estar entre a população e líderes locais e o comparecimento do público convidado para a reabertura foi bem menor do que o esperado, causando constrangimento aos organizadores pela quantidade de cadeiras vagas.

Na cidade do Rio de Janeiro, ingressos para as Olimpíadas distribuídos pela Prefeitura foi recentemente suspenso. O MP (Ministério Público) carioca entendeu que tratava-se de abuso de poder político por ser período próximo às eleições municipais e pediu ao TR (Tribunal Eleitoral/RJ) para suspender a distribuição de ingressos. O Tribunal entendeu procedente o pedido do MP e assim o fez.

Aditivos consumiram R$ 78o mil dos cofres públicos municipais

Fechado em 2009 após apresentar problemas na estrutura do telhado, o então prefeito Mário Bulgarelli propôs uma reforma que custaria aos cofre públicos R$ 195 mil, aproximadamente, e duraria cerca de dois meses. Pouco depois, imbróglio envolvendo o contrato firmado entre o município e a empresa contratada acabou na paralisação das obras.

De acordo com a OSCIP Matra, “Com o destelhamento do prédio sem a devida cautela e proteção do material interno, as águas das chuvas caíram nas dependências internas do teatro e causaram danos nos pisos, paredes, ar condicionado e poltronas instaladas”.

Após o episódio, a Prefeitura abriu nova licitação, desta vez para uma obra maior, com troca de cadeiras, renovação dos banheiros, isolamento acústico, entre outros. O valor orçado para tanto era de quase R$ 1 milhão. Mas as obras foram paralisadas novamente em 2012. Desta vez por falta de pagamento à empresa que realizava as obras.

Nova licitação só foi realizada em 2015 pela Administração do atual prefeito, Vinícius Camarinha, quando a Sercal Engenharia venceu o certame. Inicialmente, a obra estava prevista em R$ 2.224.089,08, sendo que o Governo do Estado repassaria R$ 2 milhões e Prefeitura arcaria com o cerca de R$ 224 mil restante.

Ao final, a reforma foi recebendo diversos aditivos municipais e custou aproximadamente R$ 3 milhões, fazendo com que o repasse da Prefeitura passasse de R$ 224 mil para R$ 1 milhão.

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