Santa Casa de Marília substitui equipamento de esterilização e capacita funcionários

Funcionária insere materiais na nova esterilizadora; com câmara quadrada, equipamento tem maior capacidade em relação ao utilizado anteriormente. Foto: Divulgação.
Funcionária insere materiais na nova esterilizadora; com câmara quadrada, equipamento tem maior capacidade em relação ao utilizado anteriormente. Foto: Divulgação.

Uma nova esterilizadora de baixa temperatura, instalada pela Santa Casa de Misericórdia de Marília, deve gerar aumento de produtividade de até 40% ao processo e adequar a CME (Central de Materiais Esterilizados) à grande demanda de cirurgias realizadas pelo hospital. O equipamento substituiu modelo em operação anteriormente e começou a ser usado após visita técnica de uma equipe da instituição ao Hospital Sírio Libanês e à empresa Steris, em São Paulo.

[contextly_auto_sidebar]A central é uma área de higienização altamente tecnificada, onde instrumentos não-descartáveis, utilizados no centro cirúrgico e em outros setores do hospital passam por processo de descontaminação e esterilização, para que possam ser disponibilizados para novos procedimentos.

Após serem lavados, os utensílios e ferramentas são depositados em uma câmara pressurizada, onde são expostas ao vapor de peróxido de hidrogênio, durante ciclos que podem variar de 28 a 55 minutos. A base da técnica de esterilização foi desenvolvida pelo inventor Charles Chamberland, auxiliar de Louis Pasteur, e aprimorada ao longo do tempo.

A enfermeira responsável pela CME, Cláudia Cordeiro, explica que somente dessa forma o hospital garante a assepsia do material reutilizável e a segurança do paciente. “Com a nova esterilizadora em funcionamento, teremos uma melhora em relação ao volume de materiais por ciclo e isso gera mais agilidade fluxo e no atendimento ao centro cirúrgico”, disse.

O engenheiro clínico da Santa Casa de Marília, Alessandro Zamperlini Jorge, explica que a capacidade passa de 100 litros (em câmara tubular) para 136 litros em câmara quadrada, o que gera muito mais espaço útil para materiais. Além disso, haverá maior eficiência em relação ao insumo usado na esterilização. “Quando ocorre a presença de água, é necessário abortar o ciclo de esterilização. Com esse equipamento, não há perda de material porque reduz-se o abortamento de ciclos”, explica.

Além de Cláudia e Alessandro, também esteve em São Paulo o encarregado do setor de compras da Santa Casa de Marília, Leandro Bragiato Ramos. Com a substituição da esterilizadora, a equipe do CME recebeu capacitação dos funcionários que fizeram a visita técnica e acompanharam o funcionamento do novo equipamento.

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