“A Casa”: nova iniciativa pela arte e cultura em Marília

Participantes colaboram com seus desenhos no evento "Domingo no Cão", realizado pelo Coletivo Amapoa

Sete mulheres, uma casa, um sonho e muita arte. São esses os elementos que permeiam o recém-formado Coletivo Amapoa, que pretende ampliar o cenário cultural de Marília. O coletivo surgiu da vontade das  integrantes do grupo de ciranda “Pé de Moça”, Daia Périco, Dani Righetti, Juliana Carminhola, Maria Cecília Bayer, Marilia Galletti Pilon, Paula Dyonisio e  Talita Brito de manter e estimular atividades artísticas e culturais em Marília.

[contextly_auto_sidebar]Unidas por amizades, encontros da vida e pelo gosto e talento em diversas formas de arte, as integrantes estão construindo, através do coletivo, o projeto “A Casa”: um local particular cujo intuito é o de acolher os artistas independentes da cidade e promover seu trabalho, bem como reunir um público que vem sentindo falta de atividades culturais diversificadas e acessíveis.

“Queríamos formar um espaço onde todas as manifestações artísticas da cidade pudessem estar presentes, de uma forma livre e em contato com a comunidade”, conta Daia. “Como somos um grupo em que todas já trabalham com arte e conhecemos muita gente talentosa que precisa de espaço – tanto moral quanto físico – para se desenvolverem, resolvemos montar ‘A Casa’, tentando incentivar e reunir o público em geral que está pedindo por cultura e incentivar as produções locais. Tem muita gente talentosa por aqui e muita gente querendo aprender. Ou seja, não podemos continuar a desperdiçar esses talentos !”, explica Paula.

O primeiro evento promovido pelo Coletivo Amapoa aconteceu no dia 20 de dezembro, no Cão Pererê, com a intenção de divulgar o projeto e arrecadar fundos para a revitalização do espaço que permitirá que ele aconteça. O “Domingo no Cão” reuniu diversas manifestações artísticas, incluindo teatro, dança, música de vários gêneros e uma banca com produtos autorais e independentes. Houve ainda um espaço que permitiu ao público fazer desenhos, que o coletivo pretende expor quando “A Casa” for inaugurada. “As pessoas querem se expressar, contar coisas, deixar recados, serem lembradas e, em plena era digital, se divertem com papel e canetas hidrográficas! Acho que todos tem muito a dizer e nossa casa tem que servir para isso, para a comunidade em geral se sentir ouvida, contemplada e participante da arte mariliense.”, coloca Paula.

As integrantes Marília, Paula e Talita trabalham na revitalização do espaço do projeto "A Casa"
As integrantes Marília, Paula e Talita trabalham na revitalização do espaço do projeto “A Casa”

O Grupo Flor da Rua, as alunas de Pietra Lincah, os Angloreiros do Sertão, a banda Four Sticks, os Vicinais e o próprio Pé de Moça foram alguns dos envolvidos no evento. Daia conta que o evento superou as suas expectativas “eu sinceramente não esperava um retorno tão positivo, e isso só fortaleceu mais a ideia de que a cidade está sedenta por cultura e por manifestações desse tipo”.

O espaço que dará vida ao projeto “A Casa” ainda está passando por algumas reformas, portanto ainda não há um previsão para sua inauguração. Quando estiver pronto, as integrantes garantiram divulgação da abertura, com uma programação já preparada. “ Estamos organizando ideias para a revitalização do espaço (pintura das paredes e afins) e  a confecção de hortas”, explica Dani. Quanto às atividades que serão realizadas na “A Casa”, ela complementa “temos previsão de exibições de filmes seguindo temáticas, rodas de conversa também temáticas (como, por exemplo, sobre a utilização de espaços públicos) e oficinas relacionadas à práticas alimentares.”

Enquanto “A Casa” vai sendo preparada, artistas e admiradores aguardam ansiosos para ver e construir um 2016 com muita manifestação artística e cultural na cidade!

Sobre Bianca Lauria 10 Artigos

É graduanda em Relações Internacionais pela UNESP/Marília e trabalha no projeto UNATI – Universidade Aberta à Terceira Idade.

Entre na conversa...