19 de October de 2018

Acim lamenta dívida acumulada na casa dos R$ 14 milhões

Dinheiro parado

Comércio de Marilia
Consumidores na área central de Marília. Foto: Divulgação

O vice-presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília), Adriano Luiz Martins, considerou normal os números apresentados pela estatísticas do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), da Acim, que apontam uma dívida acumulada nos últimos cinco anos em R$ 14.848.891,63 que deixam de circular entre as lojas da cidade. “Desde março estamos na marca dos R$ 14 milhões, ou seja, muito dinheiro parado que certamente está prejudicando o comércio em geral. É preciso agir para que o valor diminua”, defendeu.

No comparativo mensal houve uma diminuição de -0,26% referente ao mês de junho, considerado até então com o maior índice do valor da inadimplência acumulada, que chegou a R$ 14.887.585,45. “Isto quer dizer que consumidores estão em débito com algumas lojas da cidade e que o comerciante ficou sem o dinheiro e sem a mercadoria”, afirmou Martins. Segundo o dirigente, o comerciante é o maior prejudicado nessa história. “O consumidor ficou com o produto e não pagou, já o comerciante ficou sem o produto e sem o dinheiro correspondente”, analisou.

A estatística do SCPC considera apenas os últimos cinco anos, porque juridicamente, após esse período ela deve ser desconsiderada, perdendo a validade judicial de cobrança. Em julho estavam registrados 28.138 devedores cadastrados, somando um total de 54.290 dívidas. Na média equivale a R$ 528,00 por devedor ou então R$ 274,00 por dívida. “Um devedor muitas vezes tem mais de uma dívida registrada, por isso a diferença entre devedores e dívidas”, ressaltou Martins.

Ele ressalta que é importante os comerciantes consultarem sempre os dados cadastrais do consumidor, antes de concretizar uma venda. “Quanto mais informações o comerciante tiver do consumidor que pede o crediário, melhores são as chances de se evitar problemas”, disse. O levantamento aponta ainda que as mulheres lideram a lista de devedores, com 12.652 registros, diante dos 8.016 registros do sexo masculino. “A faixa etária de ambos os sexos que mais contraiu dívida nos últimos cinco anos está entre 30 e 35 anos de idade”, comentou.

Martins ponderou que somente em julho foram registradas 633 novas dívidas de mulheres e 404 de homens. O dirigente defende que seja adotada alguma medida, para tentar resgatar pelo menos parte da dívida. “Esse valor de quase R$ 15 milhões poderiam ser investidos em mercadorias, ampliação de lojas, contratação de pessoal, dentre outros detalhes importantes para a sustentabilidade de uma empresa”, finalizou.

Entre na conversa...