Polegato pede exoneração do Daem mas diz que volta “em breve”

João Carlos Polegato, diretor do DAEM
João Carlos Polegato, diretor do DAEM. Foto: Divulgação.

O Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília) emitiu há pouco uma nota ao Marília Global em que esclarece a publicação no DOM (Diário Oficial do Município), neste sábado (07), sobre a exoneração do diretor presidente, João Carlos Polegato.

De acordo com a nota, o motivo do afastamento foi a reintegração de João Carlos Polegato para reassumir o quadro de funcionários do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgão vinculado ao Governo do Estado. A nota ainda destaca que o pedido de exoneração teria sido solicitada pelo próprio diretor.

Vai mas volta

A exoneração de Polegato à frente do Daem parece que não é em definitivo. O agora ex-diretor presidente afirmou que assim que assumir sua função no DAEE, irá solicitar o afastamento imediato do Governo do Estado.

“Na segunda-feira, dia 9, vou assumir a minha função no DAEE. Em seguida, irei solicitar o afastamento imediato do Governo do Estado. Em breve, devo retomar as minhas atividades no DAEM”, explicou Polegato.

Durante o período de afastamento de Polegato, as atividades de gerência executiva serão realizadas pelo vice-presidente Carlos Domingues Pires.

Centro das atenções

O Daem virou o centro das atenções dos marilienses desde que o atual prefeito, Vinícius Camarinha (PSB), decidiu fazer a concessão e passar o Daem para as mãos da iniciativa privada. A medida é polêmica já que a alegação do chefe do Executivo de que o Daem não tem capacidade de investimento esbarra no fato de que a própria Prefeitura de Marília deve cerca de R$ 40 milhões à Autarquia. Essa soma ajudaria o caixa da Autarquia a fazer alguns investimentos necessários.

Outro ponto que chamou a atenção dos marilienses foi a velocidade com a qual a Prefeitura e a Câmara de Vereadores aprovaram o projeto, impedindo que um amplo debate anterior a aprovação do Projeto de Lei que aprovou a abertura da licitação fosse feito na cidade.

A pressa e a falta de debate com diferentes setores e instituições na cidade estão custando caro às pretenções da atual Administração. O edital de licitação virou um imbrólio jurídico desde que o TCE (Tribunal de Contas do Estado-SP) apontou diversas irregularidades no documento municipal.

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