18 de September de 2019

Pesquisa sugere que refrigerantes diet são mais indicados do que água para a perda de peso

Foto: G1.

Uma pesquisa do Ministério da Saúde acendeu uma luz vermelha na mídia sobre saúde e tem chamado a atenção dos profissionais da saúde seriamente preocupados com os números sobre o excesso de peso do brasileiro. Segundo a pesquisa, que traz dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco brasileiros com mais de 18 anos consome refrigerantes mais do que cinco vezes por semana. O mais alarmante nisso tudo é que os dados incluem crianças menores de que 2 anos.

Para Fernanda Aranda, do portal de saúde Jovili, esses dados preocupam, pois “dentro do corpo já são várias comprovações de que a bebida amplia os radicais livres e a oxidação – sendo este um processo extremamente nocivo e o ponto de partida de uma série de doenças, entre elas o câncer.”

Linhas diet, light e zero

Não bastasse o enorme desafio que os profissionais da saúde seriamente preocupados com os números sobre o excesso de peso do brasileiro tem diante de si na luta contra as grandes empresas de refrigerantes e seus orçamentos publicitários, o inimigo, neste caso, também “mora ao lado”.

Alguns profissionais da saúde que lidam com emagrecimento se baseiam em pesquisas duvidosas para indicar as linhas diet, light e zero aos seus pacientes e clientes. E pior, chegam ao cúmulo de sugerirem que a linha de refrigerantes diet é mais indicada do que água para a perda de peso.

Este absurdo ganhou força na mídia/blogs de saúde com um recente trabalho publicado em novembro de 2015 no International Journal of Obesity (Revista Internacional sobre Obesidade). O título do ensaio é “Does low-energy sweetener consumption affect energy intake and body weight? A systematic review, including meta-analyses, of the evidence from human and animal studies” (O consumo de adoçantes de baixa caloria afeta a ingestão de calorias e a perda de peso? Uma análise sistemática, incluíndo meta-análises, acerca de evidências a partir do estudo com humanos e animais). Quanto mais complexo o título destes artigos, mais lixo alertas vermelhos eles parecem despertar.

Os alertas são:

  • os autores destacam que “não se trata de dizer se o alimento é bom ou ruim” e, sim, sobre o que funciona para diminuir a ingestão de calorias e, consequentemente, reduzir o peso corporal.
  • os autores indicam no texto que os testes analisados foram feitos com crianças e com adultos, induzindo os leitores a acreditarem que as tais bebidas gaseificadas podem ser consumidas, sem moderação e por pessoas de todas as idades.

Aranda, neste caso, lembra que esta pesquisa científica foi produzida “por pesquisadores carregados de conflitos de interesse – ou seja, que receberam verbas de indústrias alimentícias interessadas nos resultados.” Bingo! Portanto, não se enganem, Aranda afirma que ainda não inventaram nada melhor para a sede do que a água. Mas, se quiser variar, “as opções melhores são o suco de limão e o de maracujá – de preferencia sem açúcar.” Saúde!

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