18 de September de 2018

Ciclo Faixa: Prefeitura poderá comprar 160 bicicletas

A Prefeitura abriu licitação para eventual compra de 160 bicicletas destinadas à ciclo faixa instalada na Avenida das Esmeraldas, que está desativada desde o início do ano. No total, a Administração poderá pagar R$ 86.541,80 por 20 bicicletas que suportam até 70 quilos, 120 unidades que suportam até 100 quilos e 20 bicicletas para duas pessoas. A abertura das propostas acontecerá no dia 27 de agosto a partir das 9h.

Ciclo Faixa na Avenida das Esmeraldas. Foto: MatraCiclo Faixa na Avenida das Esmeraldas. Foto: Matra
Ciclo Faixa na Avenida das Esmeraldas. Foto: Matra

Suspeitas de irregularidades

Duas empresas pertencentes a um dirigente da Federação Paulista de Ciclismo (FPC) são as maiores beneficiadas pelos mais de R$ 2,5 milhões que o governo do Estado de São Paulo destinou à entidade para a implantação de ciclofaixas de lazer em Marília, Ribeirão Preto e Diadema entre 2013 e 2014. Concorrentes, a Oliveira Transportes e Serviços e Ágil Express, juntas, receberam mais de metade do montante repassado, denunciou o jornal o Estado de São Paulo.

No convênio firmado pela Secretaria de Esporte Lazer e Juventude (SELJ) com a FPC para a implantação da ciclofaixa em Ribeirão Preto e em Marília, por oito meses, Ágil Express e Oliveira Transportes receberam R$ 941,1 mil para locações de grades e veículos, entre outros serviços. Documentação obtida pela Rádio Estadão mostra que as duas empresas concorriam nas tomadas de preço apresentadas pela FPC à secretaria. A Time Mkt, de Marcelo Gomes Coelho, outro dirigente da federação, também participou das concorrências.

À época em que os convênios vigoraram, entre 2013 e 2014, Rogério Barrenha Benucci era, ao mesmo tempo, membro suplente da atual gestão da federação e sócio de Luciana Benucci na Ágil Express. Apesar de não aparecer no quadro societário da Oliveira Transportes, da qual o único sócio é Fernando Barrenha de Oliveira, Luciana assina todos os orçamentos da empresa nas tomadas de preços.

Sediadas em São Bernardo do Campo, no ABC, as duas empresas têm seus sites cadastrados em nome da mesma pessoa, Luciana, cujo telefone para contato é o número comercial da Ágil Express. Luciana já é alvo de inquérito aberto pelo Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo, em 2012. O órgão investiga irregularidades relacionadas a convênios entre a SELJ e a ONG Lineri, presidida à época por Luciana.

Segundo dados do TSE, a empresária – que é sócia e parente de um membro da FPC – doou, em 2010, R$ 1,2 mil para a campanha a deputado estadual de Marcos Mazzaron, então presidente da entidade. Ele concorreu pelo PTB, sigla que comandou a pasta estadual dos Esportes entre 2006 e 2014.

Apenas no último mandato do governo estadual, mais de R$ 24 milhões foram repassados à FPC pela SELJ, para Centros de Excelência, ciclofaixas de lazer – que são ativadas aos fins de semana, separando a via exclusiva para ciclistas por meio de cones -, competições regionais, internacionais e mesmo eventos amadores, como jogos escolares.

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