20 de September de 2019

Em 2015 valor devido no comércio mariliense supera R$ 14 milhões

Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, presidente da ACIM
Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim.

Relatório do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, aponta uma média superior a R$ 14 milhões de débito acumulado nos últimos cinco anos no comércio mariliense. “Um dinheiro perdido que deixa de ser investido indiretamente na comunidade”, comentou o presidente da associação comercial local, Libânio Victor Nunes de Oliveira, ao observar o relatório e observar a variação mensal entre os valores devidos. “A variação entre um mês e outro não chega a 2%”, concluiu o dirigente ao lamentar a inadimplência existente. “O comerciante perde duas vezes: fica sem o dinheiro e a mercadoria”, resumiu.

[contextly_auto_sidebar]Enquanto os meses de janeiro e fevereiro do ano passado ficaram abaixo dos R$ 14 milhões em débito, os meses de março, abril, maio, junho e julho superaram os R$ 14 milhões de valor inadimplente, com os meses agosto, setembro, outro e novembro acima dos R$ 15 milhões perdidos. “Em dezembro o acumulado dos últimos cinco anos chegou a R$ 14.781.534,75”, apontou o presidente da Acim ao contabilizar a média superior a R$ 14 milhões como sendo a base para a temporada de 2015. “Muito dinheiro que deixa de circular entre as lojas, que poderiam investir mais no estabelecimento, nas mercadorias ou no quadro de funcionários”, acredita o dirigente, apesar da crise econômica eminente. “Ou até mesmo para quitar débitos empresariais”, acrescentou.

O fato de haver a inadimplência é aceitável pelo presidente da Associação Comercial de Marília, em razão de que o poder aquisitivo da população em geral caiu e muitos não conseguiram saldar os débitos. “É possível que os primeiros índices de 2016 sejam bem maiores”, opinou o dirigente mariliense que chama a atenção do empresariado em geral para que tome muito cuidado com a inadimplência. “É uma doença de gestão que pode corroer toda a empresa, levando a ponto de fecha-la”, alertou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao lembrar do velho ditado no comércio: “uma boa venda, começa numa boa compra”. “Se o comerciante compra as mercadorias de forma pressionada, juros elevados, prazos apertados e tudo mais, certamente venderá no desespero”, ensinou com experiência de muitos anos no comércio em geral.

Na proporção de quantidade de dívidas existentes, entre devedores e o valor do débito, existem variações. São mais de 28 mil devedores cadastrados, numa relação direta com uma média mensal de 54 mil dívidas existentes, certamente um CPF com mais de uma dívida. “O valor médio devido nas lojas da cidade gira entorno de R$270,00”, disse Libânio Victor Nunes de Oliveira ao observar a estatística de todo o ano de 2015. “Cada devedor cadastrado deve entorno de R$520,00”, apontou o presidente da associação comercial preocupado com um possível crescimento nos números e nos valores médios, diante da crise econômica eminente que o País atravessa.

A sugestão do presidente da associação comercial é de que o empresário só compre o necessário, só gaste o que for preciso, tenha uma equipe e gestão bem enxutos e que só venda com segurança. “Se informe antes de vender no crediário e tenha o máximo de referência possíveis do cliente”, ensinou ao apontar o banco de dados do SCPC da Acim como a principal ferramenta contra roubos e furtos de cheques, bem como da situação cadastral de pessoas físicas e jurídicas. “Rever o modelo de gestão neste momento é oportuno para que gastos desnecessários sejam evitados”, acrescentou o dirigente mariliense.

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