Aumento de leitos para HC e recursos para Famema estão congelados

O secretário-adjunto estadual da Saúde, Wilson Modesto Polara, esteve recentemente na Famema. Foto: Divulgação.
O secretário-adjunto estadual da Saúde, Wilson Modesto Polara, esteve recentemente na Famema. Foto: Divulgação.

Em reunião realizada no auditório da Famema (Faculdade de medicina e Enfermagem de Marília) o secretário-adjunto estadual da Saúde, Wilson Modesto Polara, destacou as propostas de modificação na área pelo governo paulista.

Inicialmente, Polara se reuniu com prefeitos, representantes da saúde dos municípios da região e do Departamento Regional de Saúde de Marília. Depois, houve uma reunião com a diretoria do Complexo Famema formado pelos hospitais de Clínicas, Materno Infantil e São Francisco bem como pelo Centro de Especialidades “Mário Covas”, Centro de Reabilitação Lucy Monotoro” Hemocentro além da Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília.

O secretário-adjunto lembrou que todo prefeito quer o município atendendo sua população com máxima qualidade.

“Mas é preciso que cada cidade identifique a demanda e a condição de absorção dos prestadores. Quem mais faz, melhor exerce a atividade. Precisamos de uma reorganização. A meta é aproveitar os recursos com garantia de qualidade de atendimento ao paciente. Os pequenos municípios precisam se unir em consórcios para o atendimento especializado ou cirúrgico. A demanda básica tem de ocorrer nas próprias cidades ou gestores intermediários. Hoje, por exemplo, temos leitos vagos em hospitais menores porque os doentes foram trazidos para o Hospital de Clínicas. Com isso, faltam leitos, gerando a permanência de pacientes nos corredores”, afirmou Polara.

Não há como aumentar o investimento

Wilson Polara ressaltou que o credenciamento SUS (Sistema Único de Saúde) é decidido em reunião pelos gestores locais e regionais com autonomia para modificações pelo Estado.

“Mais leitos, no entanto, não serão autorizados por falta de recursos suplementares. Desde que não haja necessidade de maior investimento, o credenciamento pode sofrer alteração”, explicou.

Sobre o Complexo Famema, Polara disse que o Estado tem algumas propostas, porém, no momento sem condição de mais recursos. “Todos os funcionários do Estado estão passando pela mesma situação, diante da recessão econômica e queda de arrecadação de impostos”, afirmou após receber um documento de reivindicação de reajuste salarial de uma comissão de funcionários.

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