18 de November de 2018

Caminhoneiros iniciam mobilização de greve e divulgam ações pelo WhatsApp

GREVE GERAL

Caminhoneiros prometem paralisação a partir das zero hora desta quinta - Foto: Reprodução Internet

Grupos de WhatsApp de Marília estão repassando anúncio de greve geral dos caminhoneiros, que estaria começando nesta quarta-feira, em várias cidades. Uma das gravações indica que próximo a Assis, em São Paulo, já há movimentação de caminhoneiros, que estão parando os veículos.

 

Em outra gravação, desta vez de um caminhoneiro de Arapongas, no Paraná, é anunciado que a paralisação já está começando naquela cidade, além de Maringá e outros municípios.

 

Uma terceira gravação, que seria do presidente do sindicato dos motoristas do porto de Santos, é informado que a paralisação terá início a zero hora desta quinta-feira. “Já que a Dilma disse que não precisa da gente, vamos mostrar para aquela filha de uma mãe (sic) a nossa força. Se vocês estão com a intenção de vir para Santos, é melhor desistirem. Fiquem em suas casas e não deixem suas cidades. Vamos parar tudo. É greve geral”, anuncia a gravação.

 

Reportagens publicadas na internet, apontam que houve uma reunião, ontem, no Posto Duzentão, em Maringá, com a participação de cerca de 30 pessoas. Eles definiram os trechos que serão bloqueados na região. Na BR-376, a paralisação serão em dois pontos: em Marialva (Posto Amigão) e na saída para Mandaguaçu. Na PR-317, na saída para Astorga, haverá bloqueio próximo ao Posto G10. E na saída para Floresta, também na PR-317, o ponto de fechamento será próximo ao Shopping VestSul.

Em Maringá, os organizadores – que estão ligados ao movimento Comando Nacional do Transporte – esperam que ao menos 200 caminhoneiros e transportadores participem da greve. “Somos autônomos e não estamos ligados a sindicatos. Vai ser uma greve nunca antes vista por aqui. Fecharemos os acessos da cidade”, afirma o transportador José Henrique Teixeira, 33 anos, que é um dos líderes do movimento que já mobilizou 400 pessoas em grupos no Whatsapp.

Entre as reivindicações, os caminhoneiros e transportadores pedem a redução do preço do óleo diesel, criação do frete mínimo, anulação das multas nas manifestações anteriores, reserva de mercado de 40% nas cargas em que o governo é o agente pagador, respeito às decisões do fórum do transporte de Brasília e liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para autônomos.

Além disso, eles reivindicam a revisão do preço dos pedágios e o fim da cobrança nas praças por eixo erguido. Há ainda solicitações específicas dos motoristas, como aposentadoria com 25 anos de contribuição e salário unificado em todo território nacional. “O governo não cumpriu com nada. O frete já faz mais de sete anos que não sobe. Hoje estamos dando carona para o frete, pagando para trabalhar”, reclama o transportador Ruan Carlos Babuja, 27.

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