21 de July de 2018

O vira vira virou do prefeito Daniel Alonso

Daniel Alonso e seu secretário da Fazenda, Levi Gomes. Foto: Giro Marília.
Daniel Alonso e seu secretário da Fazenda, Levi Gomes. Foto: Giro Marília.

Era 15 de dezembro de 2016 e a Câmara Municipal de Marília votava o parcelamento de dívidas da gestão do então prefeito Vinícius Camarinha (PSB). Naquela ocasião, o prefeito eleito Daniel Alonso (PSDB) disse em nota que lamentava essa decisão da Câmara de parcelar as dívidas. E se colocando de maneira populista ao lado do povo, disse mais.

Como prefeito, ele teria o compromisso de priorizar os pagamentos das despesas geradas na sua gestão, ou seja, 2017-2020.

Passados 18 meses de gestão, Daniel nem controlou os gastos da Prefeitura, nem evitou o acúmulo de dívidas e muito menos priorizou os pagamentos de despesas de sua gestão.

Uma rápida olhada no Relatório de Execução Orçamentária (REO) demostra que em 2017 a gestão Daniel pagou cerca de R$69 milhões de restos a pagar da gestão anterior (2016). Enquanto ficaram sem pagar em 2018 cerca de R$71 milhões, referentes as despesas de 2017.

Se comprovado, isso indica grave crime contra o Orçamento municipal e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), cujo princípio básico é não gastar mais do que se arrecada e honrar as despesas empenhadas e liquidadas.

Além disso, em acusação do Ministério Público Estadual (MPE) contra o atual prefeito, por promoção pessoal indevida, Daniel e o atual secretário de Serviços Urbanos e Limpeza Pública, Vanderlei Dolce, estão sob suspeita de terem recebido benesses à título de “gratidão” em troca de pagamento de dívidas de restos a pagar de um fornecedor de faixas da gestão passada.

Essas benesses explicariam a virada de posição de Daniel em relação às dívidas da gestão anterior? O caso do pagamento de fornecedor de faixas esta com o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, da Vara da Fazenda de Marília. O MPE pede a perda da função do atual prefeito.

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