24 de September de 2018

Empresa de Marília é investigada por supostas notas frias a parlamentares

Marcos Antonio D'ávilla em entrevista ao SP G1. Fonte: G1.
Marcos Antonio D'ávilla em entrevista ao SP G1. Fonte: G1.

Com base em investigação do jornalista Rodolfo Viana, o jornal SP G1 foi atrás de suposto esquema de notas frias a parlamentares. Uma reportagem especial hoje (04) de dez minutos revelou que os serviços gráficos são o principal gasto feito com verbas públicas de gabinete dos deputados estaduais da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Nos últimos três anos, foram cerca de R$ 15 milhões gastos com recursos públicos nas gráficas.

O SP G1 foi atrás das 30 gráficas que mais serviços prestaram aos deputados, cerca de R$ 7 milhões. Dessas 30, 10 não comprovaram a realização do serviço gráfico aos deputados. A investigação sobre essas 10 empresas sob suspeita de emitir “notas frias” acabou em Marília.

A gráfica investigada pertence a Marcos Antonio D’ávilla cujo endereço esta situado na Rua das Grálias. Mas ninguém sabe da existência da gráfica nesse endereço. Sua empresa emitiu 23 notas fiscais para 3 deputados.

A reportagem abordou Marcos Antonio em frente a Câmara Municipal, onde sua esposa é vereadora. Ele disse que terceiriza os serviços em Bauru desde 2000. Ao ser questionado sobre o endereço da gráfica terceirizada em Bauru, Marcos Antonio preferiu não revelar o endereço.

O advogado Adib Sab, especialista em contratos públicos, foi taxativo e afirmou que sub-terceirizar esse tipo de serviço é ilegal. Nos últimos três anos, Marcos Antonio recebeu cerca de R$ 300 mil. Entre os parlamentares que contrataram o serviço, esta o deputado Abelardo Camarinha (PSB).

Em resposta, o deputado afirmou que os impressos foram distribuídos em mais de 80 cidades e as notas fiscais foram submetidas ao órgão de controle da Alesp.

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