Após solicitação do Ministério Público, Prefeitura capacita profissionais da saúde

Raquel Ramires, Supervisora de Vigilância Epidemiológica. Foto: Wilson Ruiz.
Raquel Ramires, Supervisora de Vigilância Epidemiológica. Foto: Wilson Ruiz.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa, a Prefeitura, por meio da Secretaria da Saúde, está traçando o planejamento específico para o próximo verão visando o combate ao mosquito transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya.

[contextly_sidebar id=”vwpP7DubCtDgQCqNY4eGvk1LvTWahJen”]Na última quarta-feira (07), foram apresentadas ao Conselho Municipal de Saúde as ações a serem desenvolvidas. Na quinta-feira, profissionais da área participaram de ações de capacitação.

De acordo com a Supervisora de Vigilância Epidemiológica, Raquel Ramires, o plano contém o planejamento de todas as ações de vigilância, assistência e controle visando evitar uma epidemia dessas doenças. “O envolvimento da população é fundamental. A imprensa também terá importante participação para estimular os marilienses a controlar a infestação do mosquito”, disse.

Ação do MP

Em agosto o MP (Ministério Público), por meio do Promotor de Justiça do Consumidor e do Meio Ambiente, José Alfredo de Araújo Sant’Ana, propôs à Justiça Ação Civil Pública para obrigar a Prefeitura a apresentar um plano de trabalho para vigilância e controle do mosquito transmissor da dengue. Foi estabelecido o prazo de 30 dias para elaboração do planejamento, sendo que a execução deverá ser iniciada em janeiro de 2016.

O órgão solicitou a apresentação de um plano que contenha as seguintes ações:

  1. Cadastramento e classificação dos imóveis de maior importância para dispersão do vetor e para a disseminação do vírus da dengue com delimitação e classificação dos setores e cadastro de imóveis, quarteirões, setores e áreas;
  2. Realização de atividades de vigilância e controle de Aedes aegypti com operacionalização da atividade e ações a serem desenvolvidas, avaliação de densidade larvária de área para acompanhamento entomológico, pesquisa e controle de pontos estratégicos, pesquisa larvária e ações de controle do vetor, pesquisa e controle de imóveis especiais (IEs), comunicações formal com os responsáveis pelos IEs, levantamento entomológico, pesquisa entomológica de pontos estratégicos, atividades de controle do vetor em situações com risco de transmissão ou com transmissão desencadeada;
  3. Realização de ações integradas de educação em saúde, comunicação e mobilização social com ações de sustentabilidade, atividades de comunicação e mobilização geral da população, ações com enfoques estratégicos segundo tipo de imóvel-problema, inserção da temática dengue na rede de ensino público, instalação de comitês municipais de mobilização, ações de intensificação;
  4. Realização de avaliação entomológica sanitária e operacional com indicadores entomológicos/sanitários, indicadores operacionais das atividades de vigilância e controle, indicadores para seleção de setores e para subsidiar o plano de intensificação;
  5. Realização de integração do programa de agentes comunitários de saúde/programa de saúde da família com área de controle de vetores com indicadores de uso do solo e demográficos.
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