22 de November de 2019

Conferência Nacional dos Bancários defende índice de 16% para reajuste salarial de 2015

Mobilização

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários 2015, encerrada na tarde do último domingo, em São Paulo, aprovou a pauta de reivindicações da categoria, que prevê reajuste de 16% (aumento real de 5,7% mais a inflação no período setembro de 2014 e agosto de 2015, previsto para 10,3%). A Conferência aprovou também remeter o Protocolo de Venda Responsável com Condições de Trabalho ao Comando Nacional, como estratégia de luta contra as metas abusivas.

Participaram 635 delegados de sindicatos dos bancários de todo o país. Foram aprovadas também: PLR de três salários mais parcela fixa; garantia de emprego, com internalização de todas as atividades bancárias (como cobrança, análise de crédito, funções em sua maioria terceirizadas, atualmente), contratação total da remuneração variável, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral (manutenção do acordo sobre o Programa de Prevenção dos Conflitos no Ambiente de Trabalho) e a manutenção do formato de negociação (mesa única, juntamente com os bancos públicos).

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários encerra o processo de construção da Minuta Nacional de Reivindicações que para o Sindicato dos Bancários de Marília e Região se iniciou no mês de maio com os ERBANs (Encontros Regionais dos Bancários), passando pela Consulta Nacional e a Conferência Interestadual. Com os eixos prioritários definidos, a Campanha Salarial, ingressa em uma nova fase de debate com as bases e assembleias até a negociação com a Fenaban.

O Sindicato de Marília realiza no dia 10 de agosto uma assembleia geral na sede do sindicato, às 18h (1ª convocação) e às 19h (2ª convocação), para aprovação oficial da minuta da pauta. No dia 11 de agosto a pauta é entregue oficialmente à Fenaban. A data-base da categoria é 1º de setembro, quando, caso as negociações do acordo coletivo não tenham avançado, os sindicatos iniciam um maior envolvimento da categoria, com realização de assembleias e até paralisações (caso sejam necessárias).

“O momento agora é de união. Definimos nossas reivindicações, aguardamos agora a aprovação final da categoria para, então, iniciarmos a negociação com os bancos”, declarou o presidente do Sindicato de Marília, Geofredo Borges da Rocha. Segundo ele, haverá uma forte campanha num cenário em que os bancos demitem demais, mesmo ganhando muito. “Por isso emprego é nossa prioridade”, afirma o presidente do Sindicato (no primeiro semestre deste ano foram fechados 2.795 postos de trabalho nos bancos, segundo dados do Caged, Ministério do Trabalho).

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