22 de March de 2019

Dívida acumulada supera a marca dos R$ 15 milhões

Comércio de Marilia
Consumidores na área central de Marília. Foto: Divulgação

Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), mostram que a dívida ativa com duração de cinco anos no comércio de Marília superou a quantia de R$ 15 milhões, o que representa um valor considerável que deixa de circular entre as lojas da cidade. “É o segundo mês do ano que o valor acumulado supera os R$ 15 milhões”, destacou o superintendente da Acim, José Augusto Gomes, ao observar a planilha criada pela entidade para monitorar o valor de inadimplência acumulada. No mês de setembro o valor registrado foi de R$ 15.127.702,83, diante dos R$ 15.005.757,84 registrados no mês passado.

José Augusto Gomes, superintendente da Acim, fala sobre a dívida ativa no comércio de Marília
José Augusto Gomes, superintendente da Acim, fala sobre a dívida ativa no comércio de Marília

De acordo com José Augusto Gomes esse valor acumulado nos últimos cinco anos é referente as dívidas contraídas nas lojas da cidade de Marília, que venderam algo e não receberam. Neste mês de setembro são 28.275 devedores cadastrados, correspondentes a 54.188 dívidas existentes, o que demonstra naturalmente de que um devedor tem mais de um débito. A média de dívida é de R$ 535,00 por devedor, sendo que a média por dívida é de R$ 279,00. “Isto quer dizer que esse valor de R$ 15 milhões poderia ser investido em mais contratações, mais mercadorias ou até mesmo na ampliação da loja”, imagina José Augusto Gomes que considera o valor muito alto. “Não é possível saber qual foi o ano com mais débito, mas fica evidente de que nos últimos cinco anos, este último está sendo o pior”, opinou o superintendente da Acim que mensalmente acompanha os dados.

Na opinião dele uma situação importante neste sentido é o registro da dívida. Desta forma o devedor fica com restrição de crédito em qualquer loja do País, uma vez que o sistema do SCPC da Acim é nacionalizado, o que quer dizer que uma vez devendo em uma das lojas marilienses, o devedor fica restritivo para novos crediários em qualquer loja do País que venha a promover a consulta ao banco de dados. “Isso certamente colabora para o interesse do devedor em recuperar o crédito e sugerir um acordo com a loja credora”, acredita o dirigente que estimula os comerciantes associados a promoverem qualquer tipo de negociação com o devedor. “O comerciante já perdeu dinheiro e a mercadoria”, lembrou. “É muito melhor recuperar pelo menos o valor, já que a mercadoria é impossível”, falou.

Outra informação interessante foi a de que entre os devedores, as do sexo feminino são em maior número com 687 inclusões realizadas no mês de setembro de 2015, diante dos 423 devedores masculinos registrados. Nos últimos cinco anos elas são um terço a mais do que os homens, pois, os dados do SCPC apontam que no acumulado dos últimos cinco anos as mulheres promoveram 12.897 dívidas, diante dos 8.110 homens que também não saldaram o débito com os lojistas. “O ideal é que a loja tenha um cadastro bem amplo, completo e detalhado do consumidor, e procurar referências com os outros comerciantes”, disse José Augusto Gomes que defende a necessidade do registro como forma de através da informação ter um perfil do devedor. “Esses números servem para que tenhamos um perfil do consumidor que normalmente não paga as dívidas”, falou ao sugerir cautela para pessoas com idade entre 24 e 35 anos de idade que representam quase 9 mil pessoas dos mais de 12 mil do total de devedores registrados.

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