20 de August de 2019

Supermercados esperam vender 8% a mais na Páscoa

O tributo cobrado sobre os chocolates era R$ 0,09 sobre o quilo do branco e R$ 0,12 sobre o quilo dos demais chocolates. Agora, esses produtos estarão sujeitos a uma alíquota de 5% sobre o preço final. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O tributo cobrado sobre os chocolates era R$ 0,09 sobre o quilo do branco e R$ 0,12 sobre o quilo dos demais chocolates. Agora, esses produtos estarão sujeitos a uma alíquota de 5% sobre o preço final. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Diante de um desempenho abaixo do esperado para o ano de 2015, o setor supermercadista aposta no período de Páscoa para comemorar resultados mais satisfatórios em 2016. Depois do Natal, esta é a melhor data para as vendas nos supermercados, um termômetro de como será o decorrer do ano.

Para a APAS – Associação Paulista de Supermercados, as vendas de produtos de Páscoa, se comparadas ao mesmo período de 2015, deverão ter crescimento nominal de aproximadamente 8%.

Em termos reais haverá queda nas vendas, já que a inflação no período está em torno de 11%, o que representa em média uma queda no faturamento real de 3% em relação à Páscoa de 2015, quando houve crescimento de 8% nas vendas em relação a 2014.

Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, é esperado um aumento de 12% nas vendas de chocolates. “Com a inflação elevada ao longo de 2015, os preços de ovos de Páscoa podem levar mais consumidores a procurar outras opções de chocolates, como caixas de bombons e chocolates em barra, por exemplo. Isto por um lado favorece a venda de chocolates em geral, mas deve prejudicar as vendas de ovos”, comenta.

Preços

Rodrigo explica que, diante deste cenário, a indústria busca estratégias para ajudar nas vendas, e uma delas é a produção de ovos menores, reduzindo o preço do produto e os tornando acessíveis.

Os preços devem ter reajustes em torno de 15%, e isso se dá por diversos fatores, entre eles a variação do dólar, o preço do açúcar que aumentou ao longo dos últimos meses, a alta do custo de mão de obra e o aumento no preço da energia elétrica e dos combustíveis, o que impacta diretamente nos custos de produção dos chocolates e ovos de Páscoa.

Além dos chocolates, o setor supermercadista observa, também neste período de Páscoa, aumento na venda dos pescados (em especial o bacalhau), vinhos, azeites, entre outros. A Colomba Pascal é outro produto de destaque, que também é um dos itens de preferência do consumidor.

A indústria de alimentos vem aumentando o mix de produtos ofertados nesta época do ano e, consequentemente, o consumidor tem experimentado cada vez mais estes itens.

“Com os produtos 15% mais caros, os supermercados terão que negociar ainda mais com os fornecedores para manter os preços em patamares estáveis de um ano para o outro”, enfatiza.

Rodrigo destaca que o setor supermercadista negocia exaustivamente com os fornecedores para conseguir preços menores nos itens de Páscoa e busca sempre as melhores condições para os consumidores, considerando variedade de produtos, qualidade e preços atrativos.

 Empregos temporários

De acordo com levantamento da APAS com dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, ao longo dos últimos 3 anos a média de incremento no número de postos de trabalho nesta época do ano é de 1.800 colaboradores.

No entanto, diante da queda do PIB em 2015 e de um cenário preocupante para as variáveis de emprego, inflação e renda, deve haver uma geração menor de oportunidades, totalizando algo em torno de 1.200 novas vagas em 2016.

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